A editora

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Nasci no Recife, capital de Pernambuco, um dos 26 Estados do Brasil. Sou jornalista diplomada, amante da vida e de tudo que é positivo, verdadeiro e autêntico. Deixei as águas do Capibaribe, o mais famoso rio que banha o Recife. Atravessei o Oceano Atlântico e desaguei no rio Tejo, que acalenta Lisboa. E para aproximar esses dois lugares tão distantes mas com fortes ligações históricas e culturais, dei início a construção desta "ponte" Pernambuco-Portugal.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Salão da cachaça em Pernambuco


O IV Salão Internacional da Cachaça começa nesta quinta-feira (25) e segue até sábado (27), no Centro de Convenções de Pernambuco. O evento pretende promover negociações internacionais, aproximar produtores, fortalecer o setor e debater políticas e estratégias para buscar o reconhecimento mundial para a bebida.

Na programação estão previstas rodadas de negócios internacionais, exposições de empresas locais, degustações, palestras, concurso de bar tender, oficina de gastronomia, lançamento de livros e mesas de debates.

Mais de 10 mil pessoas são esperadas para o evento, que vai reunir produtores, empresários e pequenas indústrias, além de prestadores de serviços de toda a cadeia produtiva do setor.

Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Pernambuco é o segundo maior produtor e exportador da bebida no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Hoje, a produção pernambucana é de aproximadamente 100 milhões de litros de cachaça por ano.

Serviço:
IV Salão Internacional da Cachaça
25 a 27 de novembro
Centro de Convenções de Pernambuco
Horário: 14h às 22h
www.salaointernacionaldacachaca-pe.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dia do Rio Capibaribe

Fotografia: Carlos Bayma*

Nesta quarta-feira (24), é comemorado, pela primeira vez oficialmente, o Dia do Rio Capibaribe. A data foi instituída por lei (nº 14.011) em março deste ano. No Recife acontecem hoje diversas atividades para festejar o tão famoso e querido rio. Também estão programados trabalhos educativos e de conscientização para a importância da preservação e limpeza do Capibaribe.

O Rio Capibaribe é um dos rios do estado de Pernambuco. Seu nome deriva da língua tupi - Caapiuar-y-be ou Capibara-ybe (ou ipe) - e significa rio das Capivaras ou dos porcos selvagens. Nasce na Serra de Jacarará, na divisa dos municípios de Jataúba e Poção. Antes de desaguar no Oceano Atlântico, passa pelo centro do Recife.

*Para ver outras fotografias de Carlos Bayma, acesse a galeria do autor no site Olhares: http://olhares.aeiou.pt/carlosbayma
Visite também o interessante blog de Carlos Bayma (Projeto CPM 40+ Conhecer para Mudar) http://projetocpm40.blogspot.com

Novela portuguesa ganha Emmy

A telenovela Meu Amor, exibida pela emissora portuguesa TVI, recebeu o prêmio Emmy de Melhor Novela Internacional, em cerimônia realizada segunda-feira (22) em Nova York. A produção lusa concorreu com um trabalho argentino e outro filipino.

Escrita por António Barreira e produzida pela Plural Portugal, Meu amor ficou no ar por mais de um ano, de 19 de outubro de 2009 até 23 de outubro deste ano, e teve como protagonistas os atores Alexandra Lencastre, Margarida Marinho, Rita Pereira, Paulo Pires e Nicolau Breyner.
Meu Amor é a primeira novela portuguesa a receber um Emmy. Parabéns!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cancelamento do show de António Zambujo

Fui informada que a apresentação de António Zambujo no Recife (ler post abaixo) foi cancelada. Não sei o motivo nem se será programada outra data. Uma pena!

Fadista português no Recife


Em seu site Obra em Progresso, Caetano Veloso escreveu:"...o que se ouve em Zambujo é algo já que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele". Uma das maiores estrelas da nova geração de fadistas de Portugal, António Zambujo lança "Guia", seu quarto CD de carreira, nesta quinta-feira (25), às 21h, no Teatro da UFPE, Recife, com participações especiais de Fafá de Belém e Rodrigo Maranhão.

António Zambujo nasceu em 1975, em Beja, no Alentejo, Portugal. Em 2006, ganhou o prêmio Amália Rodrigues na categoria "Melhor Intérprete Masculino de Fado", conferido pela Fundação Amália. O show no Recife será a abertura da turnê do cantor no Brasil. Depois da apresentação na capital pernambucana, ele canta no palco do Viva Rio, no Rio de Janeiro (dia 26/11) e segue para São Paulo onde solta a voz no Bourbon Street (dias 30/11 e 1º/12).
O rapaz promete e o show também! Vale a pena conferir.

Serviço:
Show de António Zambujo
Quinta-feira, 25 de novembro
Teatro da UFPE, às 21h
Ingressos:
Inteira R$ 40,00 Meia entrada R$ 20,00
Vendas:
Loja Saraiva (Shopping Recife) e bilheteria do teatro.
Site de António Zambuja: http://www.antoniozambujo.com

António Zambuja canta, no vídeo acima, a música Nem as Paredes Confesso. Uma interpretação que parece acrescentar ao fado um leve toque de bossa nova. Eu gostei!

Blogcamp Pernambuco

O Recife recebe grupo de blogueiros e expoentes de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter em mais uma edição do Blogcamp. O encontro acontece nos dias 26 e 27 de novembro, no Armazém 12, dentro da programação da Expoidea.

Na abertura do Blogcamp, sexta-feira (26), a Prefeitura do Recife vai apresentar todas as ações na internet e mídias sociais que visam facilitar o acesso à informação seja para o cidadão como para o turista.

Antes de acontecer no Recife, o Blogcamp passou por Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Ceará. A capital pernambucana foi escolhida para sediar o debate em 2010 por ter uma grande audiência na internet e ser um dos principais polos de informática e tecnologia do Brasil.

Serviço:
BlogCamp Pernambuco
26 e 27 de novembro
Local: Armazem 12 – Bairro do Recife
Entrada gratuita e não precisa de inscrição
http://blogcamppe.com
http://www.expoidea.com.br

domingo, 21 de novembro de 2010

Os Árabes/os Muçulmanos – Hoje no Mundo e em Portugal

Mesquita

Por Maria do Céu Carvalho Dias*

À medida que fui pesquisando, achei que era bom saber mais deste povo que hoje continua espalhado pelo Mundo e com incontestável importância. Vou deixar a herança ou o legado árabe, para outro episódio, procurando agora trocar algumas ideias sobre a presença árabe no século XX no Mundo e em Portugal.

No Mundo: Desde o princípio do século XX que o nacionalismo árabe está a crescer. Assim, durante a Primeira Guerra Mundial os Britânicos aproveitam para incentivar os Árabes a lutarem contra o dominador turco. De facto encontramos a Arábia Saudita, a Síria, o Iraque e a Transjordânia (estados puramente árabes) como protectorados ingleses ou franceses durante vários anos. A História do século XX vê nascer novos estados árabes, como o Egipto, que vão lutar contra o domínio colonial e, claro, contra Israel. A união de tantos estados tem sido difícil, (será que o origem nómada deste povo dificulta?), mas o seu papel cresceu com o petróleo, já que o Próximo Oriente passou a primeiro produtor e a possuidor de mais de metade das reservas de petróleo actualmente (1998) conhecidas. Mais próximo de nós podemos ainda recordar as tristes Guerras do Golfo e todas as Guerras israelo-árabes e deixamos para outros a discussão sobre a divisão do mundo em civilização ocidental e civilização árabe.

A expansão do islamismo pelo mundo é visível na Ásia, em África, na América e na Europa e por isso escolhi três casos diversos: o da Guiné-Bissau, onde vivi algum tempo nos anos setenta do século XX, durante a Guerra Colonial; o do Brasil, porque li Jorge Amado que descreve personagens árabes, porque acompanhei algumas personagens interessantes em telenovelas e porque muitos de vós sois brasileiros; o de Portugal, o meu país.
Guiné-Bissau – Foi uma colónia portuguesa em África. Quase metade da população - as etnias ricas dos Mandingas e dos Fulas - é muçulmana. Esta religião chegara à África ocidental a partir do norte de África pela mão de comerciantes. Uma vez observei uma situação curiosa que passo a descrever: uma camioneta vinha do interior para Bissau e em determinado momento parou; porquê? Era hora de rezar e o Muçulmano desceu, estendeu uma esteira e voltado para a cidade de Meca (a oriente) orou e fez as suas abluções; em seguida enrolou a esteira, entrou e a camioneta prosseguiu viagem. Outra grande fatia, quase metade também, segue as religiões animistas. Fazendo as contas, neste país, o cristianismo é praticado por muito poucos.
Brasil – Sempre me interessou conhecer influências sobre culturas/civilizações, podendo ser a portuguesa ou outra, como a brasileira. Nesta os Índios, os Negros, os Portugueses, os Holandeses, os Franceses, os Espanhóis, os Italianos, os Alemães, os Japoneses e os Muçulmanos contribuíram mais, ou menos. Sabe-se que foi o Imperador Pedro II, na segunda metade do século XIX, que atraiu imigrantes árabes ao Brasil. As más condições sócio-económicas e políticas, estimularam, em grande escala, libaneses e sírios. A maior colónia está em S. Paulo, onde prosperaram como comerciantes, embora muitos outros se tenham espalhado pelo país como mascates.
A primeira leva era cristã e a miscigenação não foi difícil. O fim do século XX, devido às guerras no Médio Oriente, trouxe nova leva de libaneses, na sua maioria muçulmanos. Para concluir posso referir que a população árabe no Brasil é mais numerosa do que em qualquer outra parte do Mundo. Mas deixo isso para uma pesquisa mais profunda.
Portugal - A Comunidade Islâmica de Lisboa foi criada oficialmente em 1968 por estudantes de Moçambique (então colónia portuguesa), como associação religiosa e cultural. Tem umas 40000 pessoas vindas, sobretudo depois do 25 de Abril de 1974, de Moçambique, Guiné-Bissau e outras regiões, bem como os seus descendentes. Os muçulmanos em Portugal também cresceram devido às relações políticas e comerciais com a China e com a Índia. Existem em Portugal vários lugares de culto: a Mesquita do Laranjeiro (na margem sul do Tejo) inaugurada em 1982; a de Odivelas (junto de Lisboa) em 1983; a Mesquita de Lisboa inaugurada em 1985, que têm um papel, não só religioso, mas também social. Por todo o país há muitos outros locais de culto e convívio muçulmanos. Ainda antes da inauguração das mesquitas, em 1978, foi fundado o Centro Islâmico de Portugal. Como a alimentação muçulmana também apresenta características específicas, em 1992 foram criados os primeiros três talhos islâmicos na zona da Grande Lisboa. Pelo país fora foram aparecendo outras associações, como o Centro Cultural Islâmico do Porto, a Associação Luso-Turca e até colégios, como Colégio Islâmico de Palmela (nos arredores de Lisboa) cujos alunos são maioritariamente muçulmanos, mas está aberto a outros credos.
Até 1961 Goa, Damão e Diu na Índia eram colónias portuguesas e por isso resolvi lembrar a presença indiana na sociedade portuguesa: são cerca de 70000 e vieram para Portugal aquando da invasão de Goa pelo estado indiano (1961) e depois do 25 de Abril de 1974, pois muitos encontravam-se nas colónias portuguesas em África, que se tornam países independentes. Eram trabalhadores qualificados, fixaram-se nas zonas de Lisboa e Porto, mantêm a sua identidade sócio-religiosa, a maioria fala português, mas uma grande parte não é católica, mas muçulmana ou hindu.

Já que estou a escrever sobre os Árabes quero lembrar que terminou agora a Peregrinação a Meca de 2010. Esta religião obriga a que se vá ao lugar sagrado, Meca, uma vez na vida. São tantos os peregrinos, uns milhões, que muitas vezes há tragédias consideráveis e este ano já existe um metropolitano para facilitar a circulação dos crentes.

Próximo Episódio: Costumes ou tradições árabes

Fontes:
Dicionário de História Universal;
http://www.portugal-islamico.blogspot.com/
http://ec.europa.eu/delegations
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra

Leia também o primeiro episódio da série sobre os Árabes em Portugal publicada pelo blog Do Capibaribe ao Tejo:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2010/11/os-arabes-origem-expansao-e-presenca-em.html

* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fundaj lança revista eletrônica


Está no ar a primeira edição da Coletiva, revista eletrônica de divulgação científica, publicada pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Com periodicidade trimestral, a publicação apresenta reportagens, entrevistas e artigos redigidos por especialistas. Também veicula notícias, ensaios fotográficos, memória, vídeos e um canal direto para pesquisadores e estudiosos divulgarem seus trabalhos. Todo o conteúdo é aberto aos internautas.

A Coletiva é desde já uma ótima fonte de informação para estudantes, pesquisadores, professores e público em geral. Eu já li e recomendo. Parabéns pela iniciativa e muito sucesso!!!

Acesse o conteúdo da revista Coletiva no endereço:

Jornalistas brasileiros participam de seminário em Coimbra

O jornalista brasileiro William Bonner, editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional exibido pela Rede Globo, abre o Seminário sobre Jornalismo Televisivo Político que será realizado nos dias 22 e 23 de novembro, no Anfiteatro IV da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal.

Além de Bonner, o encontro contará com a presença de reconhecidos jornalistas da Globo como Erick Bretas, Teresa Cavalleiro, Maria Thereza de Almeida e Zileide Silva que, durante os dois dias, vão partilhar a sua experiência com os estudantes sobre como fazer jornalismo político em televisão.

O seminário é co-organizado pela secção de Comunicação da Faculdade de Letras e pela TV Globo e envolve a participação de 50 formandos, todos estudantes de Jornalismo.

O programa do Seminário:
22/11 – 9h30: aula de William Bonner
Modo de fazer o telejornal “Jornal Nacional”
22/11 – 14h30: aula de Erick Bretas
Jornalismo local e de serviços
23/11 – 9h30: aula de Teresa Cavalleiro e de Maria Thereza de Almeida
Programas especiais jornalísticos
23/11 – 14h30: aula de Zileide Silva
Coberturas políticas em Brasília e coberturas internacionais

serviço:
Seminário sobre Jornalismo Televisivo Político
22 e 23 de novembro de 2010
Local: Anfiteatro IV da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal

Homenagem aos vencedores do concurso da Fundaj


Os estudantes das redes pública e privada que foram vencedores do Concurso História Ilustrada: Vida e Obra de Joaquim Nabuco tiveram seus nomes anunciados no site da Fundaj e vão ser homenageados nesta sexta-feira (19), às 10h, em solenidade na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) .

O concurso foi uma das ações do Ano Joaquim Nabuco, em memória ao centenário de morte do patrono da Fundaj, e contemplou com R$ 5 mil cada trabalho vencedor (individual ou em grupo), nas categorias Ensino Fundamental Público, Ensino Fundamental Privado, Ensino Médio Público e Ensino Médio Privado. Cada escola vencedora ganhou um computador para uso coletivo de seus alunos.

Foram 103 trabalhos inscritos, dos quais 31 foram.Os vencedores nas categorias Ensino Público são de escolas de Camaragibe e Petrolina. Já os contemplados das escolas de Ensino Privado são dos municípios de São Vicente Férrer e Escada.

Serviço:
Solenidade de Premiação do Concurso História Ilustrada: Vida e Obra de Joaquim Nabuco
Sexta-feira, 19 de novembro, às 10h
Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco
Site Fundaj: http://www.fundaj.gov.br
Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundaj

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Praça do Entroncamento

Fotografia: Carlos Bayma*

Semira Adler Vainsencher
Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

Tempos atrás, a atual Praça do Entroncamento representava a interseção de vias férreas (as maxambombas) - a do Arraial, a da Várzea e a de Dois Irmãos. A denominação Entroncamento foi colocada pela população recifense, da mesma forma que se colocou o nome no bairro da Encruzilhada.

Em seu centro, foi projetada um fonte de ferro, em estilo neoclássico, apresentando uma coluna esguia, com folhas e flores, e uma mulher e gárgulas, mais no alto, de onde escoa água.

A Praça foi inaugurada na gestão do Prefeito Antônio Correia de Góis, com o nome oficial de Praça Correia de Araújo, uma homenagem a um governador que Pernambuco teve em 1896. Há uma inscrição, na base da fonte, com os seguintes dizeres:
Inaugurada em 19 de outubro de 1925.
Prefeito Antônio de Góis
.

Ao redor da fonte, pode ser apreciado um círculo de palmeiras. A Praça do Entroncamento possui um grande número de mangueiras (Mangifera indica L.) que foram plantadas em 1924, por ocasião do governo de Sérgio Loreto. Nos últimos anos, o local foi revitalizado e, em seu interior, foi instalado um parque infantil.

Perto da Praça, fica o Palácio de São José dos Manguinhos, no bairro das Graças, que serviu de residência oficial, durante muitos anos, do falecido Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, e, ao seu lado, está a Capela de São José dos Manguinhos.

Um pouco antes da Praça, encontra-se o tradicional Clube Português do Recife, fundado em 1934; e a Avenida Agamenon Magalhães. Antes desta avenida, fica o Colégio Ágnes Eriskine, que foi fundado por missionários presbiterianos e funciona desde 1904.

Em volta da Praça do Entroncamento, devido ao acelerado processo de urbanização, os grandes casarões de outrora foram transformados em estabelecimentos comerciais de vários tipos: bancos, farmácias de manipulação, livrarias, entre outros. E, no presente, o logradouro representa uma artéria importantíssima, por onde circula grande parte dos veículos que vêm do subúrbio para o centro do Recife.

Anualmente, no mês de dezembro, a Praça do Entroncamento é iluminada por milhares de lâmpadas de Natal, que são colocadas em volta das árvores e plantas, do parque e dos postes. À noite, em especial, esse logradouro público se transforma em um magnífico cartão postal.

Fontes consultadas:
CAVALCANTI, Carlos Bezerra. O Recife e seus bairros. Recife: Câmara Municipal do Recife, 1998.
FRANCA, Rubem. Monumentos do Recife: Recife: Secretaria de Educação e Cultura, 1977.

* Para ver outras fotografias de Carlos Bayma, acesse a galeria do autor no site Olhares: http://olhares.aeiou.pt/carlosbayma
Visite também o interessante blog de Carlos Bayma (Projeto CPM 40+ Conhecer para Mudar) http://projetocpm40.blogspot.com/

Real Hospital Português celebra 155 anos



O Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco festeja 155 anos de existência, hoje (18), com uma programação especial comandada pelo provedor Alberto Ferreira da Costa. Entre as diversas autoridades que participam do evento estão a ministra da Saúde de Portugal, Ana Maria Teodoro Jorge, o ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, e o embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro.

As comemorações começam a partir das 19h com missa de Ação de Graças, inauguração do Edifício João de Deus e do Real Lab e entrega de medalhas a autoridades e instituições que ajudaram a construir a história do hospital.

O Real Hospital Português de Beneficência de Pernambuco é um dos maiores complexos hospitalares do Norte-Nordeste do Brasil. Em área construída de 96.645 m², possui 580 leitos e emprega cerca de três mil funcionários. No local funcionam 53 clínicas especializadas e três laboratórios.

A instituição recebeu este ano o Prêmio Empresa Brasileira 2010, outorgado pela Latin American Quality Institute (LAQUI) e destaca-se no pólo médico pernambucano pelo seu pioneirismo, com a realização dos primeiros transplantes de rim, coração e medula óssea.

Com informações da Embaixada de Portugal no Brasil

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Recife participa do Festival do Turismo de Gramado

O Recife vai apresentar as suas diversas potencialidades turísticas no 22º Festival do Turismo de Gramado, que acontece entre os dias 18 e 21 de novembro, no Rio Grande do Sul. Como a feira terá um pavilhão específico para o turismo GLS, a Secretaria de Turismo da Prefeitura da Cidade do Recife, em parceria com o Recife Convention & Visitors Bureau, fará um trabalho direcionado de divulgação da capital pernambucana como um destino receptível para esse público.

A expectativa é que cerca de 13 mil profissionais do setor circulem pela feira. A Equipe Recife te Quer, da Secretaria de Turismo do Recife, também participa do evento, em parceria com a Empetur. Serão entregues aos visitantes a Revista Recife te Quer, o Mapa Turístico do Recife e folders bilíngues.

Fonte: Secretaria de Turismo do Recife

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Instituto Camões promove cadeia de leitura de obras de Saramago

Uma cadeia de leitura de excertos das obras de José Saramago acontece hoje (16) – dia do aniversário do nascimento do escritor em 1922 – em 22 pontos da rede de leitorados, centros de língua e centros culturais do Instituto Camões (IC) no mundo. Ao todo serão 26 cidades de quatro continentes prestigiando a obra do Prêmio Nobel da Literatura (1998) de língua portuguesa.

Parabéns, Saramago!!!

Saiba mais em:

http://www.instituto-camoes.pt/noticias-ic-portugal/instituto-camoes-promove-cadeia-de-leitura-de-obras-de-saramago-em-26-cidades-de-4-continentes-no-dia-do-aniversario-do-escritor.html

Os Árabes – Origem, expansão e presença em Portugal

Granada - Espanha

Por Maria do Céu Carvalho Dias*
Fotografia: Miguel Nuno de Carvalho Dias

“Nome dado aos povos semitas originários da península da Arábia (Península do sudoeste da Ásia, situada entre o mar Vermelho e o golfo Pérsico) e hoje, de um modo geral, aos povos do Próximo Oriente que falam a língua árabe, e até a quase todos os povos islâmicos”.

É interessante saber que em Portugal (não sei como é no Brasil) foram sendo nomeados de várias maneiras conforme o ângulo de análise: Muçulmanos (aqueles que se submetem a Deus); Islamitas (os que praticam o islamismo); Maometanos (os que seguem Maomé); Sarracenos (os que conquistaram a Península Ibérica); Mouros (os naturais do Magrebe que se encontravam na Península Ibérica).

Antes de Maomé (nasceu no século VI), estes povos (os beduínos) estavam organizados em tribos e dedicavam-se à caça, à pastorícia, ao tráfico caravaneiro e até a invadir território inimigo, as chamadas razias. Tinham uma religião animista, pois adoravam o sol, a lua, pedras sagradas, a mais importante das quais era a Pedra Negra de Meca. Com Maomé, no século VII, certamente por influência judaico-cristã tudo mudou: no deserto ele foi inspirado por um anjo que o levou a pregar o Islamismo, a segunda maior religião do Mundo. Esta é monoteísta (Alá é o deus único); manda que os crentes rezem cinco vezes ao dia virados para Meca; que façam jejum durante um mês do nascer ao pôr-do-sol (o Ramadão); que vão a Meca pelo menos uma vez na vida. O Corão ou Alcorão, livro sagrado, é a mais importante fonte de jurisprudência islâmica com normas religiosas, alimentares, de vestuário, relativas às mulheres, enfim, de vida. Esta religião deve ser espalhada através da Guerra Santa. A importância do Islamismo é tal, que um momento chave da vida de Maomé – 622, fuga de Maomé de Meca para Medina – passou a ser considerado o início da era muçulmana, como o nascimento de Cristo é o princípio da era de Cristo para o Ocidente. Rapidamente conquistam a Síria, a Mesopotâmia, a Pérsia, o Egipto, a Líbia e, através do Norte de África, chegam â Península Ibérica (Al-Ândalus). Aqui souberam aproveitar a decadência do Reino visigótico que conquistaram em 711. Os Árabes chegaram até às Astúrias (montanhas a noroeste da Península Ibérica), onde se esconderam os povos cristãos peninsulares e donde irá partir mais tarde a expulsão dos invasores (Reconquista Cristã) e daí nascer Portugal (1). Ainda avançaram para norte, no Reino Franco (actual França), mas foram travados em Poitiers (732).

Sabe-se que no Gharb - território que vem a ser Portugal – “a estratégia de ocupação operada nesse território pelas primeiras tropas muçulmanas basear-se-ia mais no estabelecimento de consensos e na elaboração de acordos com as populações”. Procuravam islamizar estas, que se denominarão Moçárabes. Estes gozavam de liberdade de culto, tinham leis próprias, mas direitos limitados e estavam sujeitos a vários impostos. Como havia muitos contactos entre as populações, as marcas árabes são muito diversificadas em toda a Península, como veremos depois.

Durante o movimento da Reconquista, iniciado ainda no século VIII, os Árabes começaram a ser exterminados, ou escravizados. Houve, no entanto, alguns que foram protegidos pelos reis portugueses. Temos como exemplo a carta de foral que em 1170 o rei D. Afonso Henriques deu às populações mouriscas de Lisboa, Almada, Alcácer e Palmela, que se lhe submeteram. Quando eram muitos, como em Lisboa, Setúbal, Loulé, Silves, Beja, etc., viviam em comunas ou comuns governados por um alcaide. Aos bairros chamavam-se mourarias (este nome ainda hoje permanece num dos pitorescos bairros de Lisboa). Como os Judeus, (2) usavam vestuário e sinais específicos. Nestes bairros estavam incomunicáveis com os cristãos entre o pôr e o nascer do sol e a partir do século XIV foram sujeitos a penas graves se contrariassem esta lei. Estas normas foram mantidas durante séculos, mas muitas vezes não eram cumpridas: o rei D. Afonso Henriques teve um filho de uma moura e D. Afonso III uma filha. Ao contrário dos Judeus a principal ocupação era a agricultura, embora também fossem sapateiros, ferreiros, oleiros. Pagavam à Coroa duros impostos: de capitação, pago desde o nascimento; dízima dos produtos colhidos em terra que explorassem; imposto sobre o gado, mel e cera; sobre todos os bens que usassem ou possuíssem; sobre o trabalho; sobre compra e venda, etc., etc. Era uma vida difícil, mas parece que eles não a achavam pior do que quando viviam debaixo do domínio dos seus reis e por isso muitos iam ficando em Portugal. Com D. Manuel I, em 1496, foram apanhados pelo decreto de Expulsão dos Judeus e, ou saíam do país ou se baptizavam, tomando o nome de mouriscos ou mudéjares. Parece que poucos foram acusados de islamismo pelo Tribunal da Inquisição. Todavia nos processos daquele Tribunal aparecem vários, alguns com nomes sesimbrenses e naturais da vila de Sesimbra, apanhados no século XVII nas malhas do Santo Ofício, embora por pouco tempo:
- Manuel Rodrigues, marinheiro, cativo pelos mouros, fez corso contra cristãos, morador no Maranhão, Brasil.
- António Cacheiro, marinheiro, morador em Sesimbra, filho de João Farto e de Catarina Gaspar.
- Sebastião Correia Peixoto, morador em Mazagão, filho de Diogo Preto Peixoto e de Brites de Deus Correia.
Não posso deixar de referir, pela sua crueldade, castigos infligidos aos Árabes: “…que se corte o pé ao mouro que fuja; …que se corte as mãos ao que falsificasse moeda….” Em 1249 o domínio árabe terminou definitivamente no território que hoje é Portugal e só em 1492 no Reino de Granada, em Espanha.
A partir do século XVII há poucas informações de Árabes/Mouros, porque, ou se misturaram com a população portuguesa, ou conseguiram fugir para zonas muçulmanas.

A seguir falarei dos muçulmanos hoje (século XX), no Mundo e em Portugal. A herança árabe e as marcas em Sesimbra (onde vivo) serão analisadas posteriormente.

(1) – Ver este blogue: “A cidade berço de Portugal”; “Uma lição de portuguesismo”
(2) – Ver este blogue sobre os Judeus
Bibliografia – Dicionário de História Universal. Dicionário de História de Portugal.
Torres, Cláudio e outro, O Legado Islâmico em Portugal.

* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa