Os destinos preferidos dos brasileiros que já foram ao exterior este ano são, pela ordem, Estados Unidos, Argentina, Portugal,França e Chile.
A editora
- Patrícia Marques Brederode
- Nasci no Recife, capital de Pernambuco, um dos 26 Estados do Brasil. Sou jornalista diplomada, amante da vida e de tudo que é positivo, verdadeiro e autêntico. Deixei as águas do Capibaribe, o mais famoso rio que banha o Recife. Atravessei o Oceano Atlântico e desaguei no rio Tejo, que acalenta Lisboa. E para aproximar esses dois lugares tão distantes mas com fortes ligações históricas e culturais, dei início a construção desta "ponte" Pernambuco-Portugal.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Viagens
Os destinos preferidos dos brasileiros que já foram ao exterior este ano são, pela ordem, Estados Unidos, Argentina, Portugal,França e Chile.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Recife é destaque em jornal lusitano
Entre os pontos turísticos apresentados na matéria “Recife. Uma cidade imperdível feita de rios, pontes e cultura” estão o Pátio de São Pedro, a Oficina Brennand e o Bairro do Recife, além da praia de Boa Viagem, praças, mercados públicos e museus.
Leia a matéria aqui:
http://www.oje.pt/lifestyle/travel-safaris/recife-uma-cidade-imperdivel-feita-de-rios-pontes-e-cultura
Fonte: Secretaria de Turismo do Recife
Aeroporto do Recife comemora aniversário com frevo
Situado ao sul do Recife, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre atende a movimentação de passageiros domésticos e internacionais. Sua construção antecede a II Guerra Mundial, quando foi melhorada a estrutura da Base Aérea do Recife e do próprio aeroporto. A data de 18 de janeiro de 1958 marca a transferência do terminal de passageiros do Campo do Ibura para o bairro da Imbiribeira, mais próximo da faixa litorânea, onde as instalações foram inauguradas pelo então presidente Juscelino Kubitschek.
Fonte: Secretaria de Turismo do Recife
domingo, 16 de janeiro de 2011
TAP inaugura voo direto Lisboa-Porto Alegre dia 12 de junho

A transportadora irá realizar quatro frequências semanais entre o aeroporto Salgado Filho, na capital do Rio Grande do Sul, e o aeroporto internacional de Lisboa, com conexões a outros destinos europeus. No total, a TAP disponibilizará semanalmente cerca de 2.300 assentos, além de transporte de cargas. A nova rota será feita por uma aeronave Airbus A330 e a viagem terá a duração de aproximadamente 10h30.
A companhia considera que o novo destino - o décimo da empresa no Brasil -, além de beneficiar os Estados do Sul do país, também contribuirá "para a expansão do Rio Grande do Sul como destino turístico, abrindo possibilidades de atrair o público do Uruguai e Argentina para embarque direto rumo à Europa".
Com os novos voos, a TAP vai operar mais de 70 frequências semanais entre Brasil e Portugal, reforçando a liderança no transporte de passageiros e carga entre a Europa e o Brasil.
A TAP serve atualmente nove cidades brasileiras, nomeadamente Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Fortaleza, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, com ligações diretas à capital portuguesa e conexões para toda a Europa.
Fonte: Embaixada de Portugal no Brasil
Cantar as Janeiras ou Cantar os Reis
É uma tradição que existe em todo o Portugal, do Norte a Sul e também nas Ilhas. Já os Romanos evocavam nesta altura do ano o deus Jano, porteiro celestial, para afastar os maus espíritos. O cristianismo manteve a tradição e acrescentou-lhe autos pastoris em honra do Menino Jesus. É assim que todos os anos entre 1 e 6 de Janeiro (Dia de Reis), às vezes durante todo o mês, grupos se organizam, tocando e cantando músicas populares em louvor do Menino Jesus, Nossa Senhora e S. José. Vão de porta em porta, cantam e aguardam a recompensa, que antes era de comida, castanhas, nozes, chouriço, etc. Com o passar dos tempos começam a receber dinheiro e chocolates. No fim da caminhada, o grupo divide as dádivas ou come-as em conjunto. Hoje, nos cantares também foi introduzida uma música de Zeca Afonso que se chama “Natal dos Simples” e começa com a frase: “Vamos cantar as Janeiras” Por vezes as músicas também têm letras de insulto e crítica, por exemplo aos moradores que não contribuíram. Outra inovação é haver grupos que cantam as Janeiras ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro nas suas respectivas residências. Ainda mais curioso e interessante é as Câmaras Municipais organizarem espectáculos em que grupos musicais e Infantários cantam as Janeiras no sentido de recuperarem a tradição.
Aqui vai o mote:
Seja para Jano ou outro Deus similar, a minha voz eu vou levar;
Por esse país fora há que comemorar, o novo ano que está a começar;
De porta em porta vamos entrar e numa só voz vamos cantar!”
Em Portugal existem muitas tradições natalícias para além das Janeiras, como o manter a arder, durante a Noite de Natal, um grande tronco de árvore (o madeiro de Natal) para aquecer os mais necessitados e estabelecer o convívio; a Missa do Galo na noite de Natal; os sapatinhos serem colocados na chaminé para que o Menino Jesus ou o Pai Natal durante a noite traga os presentes. Pelo Carnaval também há regiões que cumprem a tradição das cegadas, teatro popular de crítica social e política, e também a da Morte do Carnaval ou o Enterro do Entrudo. Na Páscoa é o Pároco da terra que em procissão, denominada “ O Compasso”, e cantando Aleluia, vai de casa em casa desejar Boa Páscoa e receber as amêndoas, muitas vezes dinheiro. Em Novembro, pelo dia de Todos os Santos e Finados, grupos de crianças organizam-se para receberem o Pão por Deus, normalmente guloseimas; mas antigamente eram os pobres que pediam o Pão por Deus aos ricos que abriam as suas portas para oferecerem comida.
São muitas as tradições, embora algumas estejam a cair no esquecimento, porque são a memória de tempos antigos, muito diferentes da actualidade.
Introduzi hoje este assunto a pedido dum comentador, mas retomarei em breve a série das Praças e Ruas lisboetas que de alguma maneira estão relacionadas com o Brasil.
Fonte: http://www.descubraportugal.com.pt
* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa
Veja o Rancho Folclórico de Pesos de Sul Cantar as Janeiras:
http://www.youtube.com/watch?v=oSfRTHKl83A
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea
O evento ocorrerá a cada dois anos e as obras premiadas serão incorporadas ao acervo do MRE e poderão ser expostas na sede do Ministério, em Brasília, e nas missões diplomáticas e repartições consulares brasileiras no exterior.
As inscrições estão abertas até o dia 24 de março de 2011. Para mais informações, acesse o edital do concurso no link:
Chorinho brasileiro em Vila do Conde

Já com um CD editado (Choro Malandrinho), o Raspa de Tacho dedica-se à divulgação do primeiro gênero musical genuinamente brasileiro, o choro ou chorinho. O grupo é formado pelos músicos brasileiros Gabriel Godoi e Tércio Borges, que vivem e tocam em Lisboa há vários anos, e pelos portugueses João Vaz e João Fião, apaixonados pelos sons do Brasil. No repertório do quarteto estão clássicos do chorinho e temas originais.
Grupo de Choro Raspa de Tacho
Tércio Borges – cavaquinho
João Vaz – sax soprano
Gabriel Godoi – violão de 7 cordas
João Fião – pandeiro
Data: 14 de Janeiro
Horário: 21h45
Local: Auditório Municipal de Vila do Conde
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Trompetista português e violinista brasileiro entre os vencedores do YouTube
Pedro Silva tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, depois de em 2009 ter sido selecionado para a Jeunesses Musicales World Orchestra, foi agora escolhido entre 12 finalistas para integrar o coletivo do YouTube juntamente com outros três trompetistas.
Integrando o naipe dos 31 violinistas mais votados entre 79 finalistas desse instrumento, Vasken Fermanian também tem 20 anos, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, embora se encontre a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, Portugal.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Recife prepara ação de verão no Aeroporto
Praia de Boa Viagem/Fotografia: Carlos Bayma*
O Recife vai receber os turistas do verão de um jeito diferente entre os meses de janeiro e abril. Ao desembarcar no aeroporto, ainda no saguão ao lado das esteiras de bagagem do Desembarque Sul, os visitantes receberão dicas no celular a partir de dispositivo de disparador de Bluetooth.
Entre as informações, toques para celular com ritmos pernambucanos, papéis de parede com fotos da cidade, dicas diárias sobre o que fazer na capital pernambucana, além de informações sobre os sites de turismo (www.acontecenorecife.com.br e www.mapavirtualdorecife.com.br) e estímulo à visitação do posto de informações do aeroporto.
Durante os horários de pico de movimentação, a equipe Recife te Quer estará de plantão na Bluetooth Zone, estimulando os turistas a conhecerem o Recife com a ajuda da tecnologia. A ação é realizada pela Secretaria de Turismo do Recife com apoio da Infraero e tem início a partir de 14 de janeiro.
* Para ver outras fotografias de Carlos Bayma, acesse a galeria do autor no site Olhares: http://olhares.aeiou.pt/carlosbayma
Visite também o interessante blog de Carlos Bayma (Projeto CPM 40+ Conhecer para Mudar) http://projetocpm40.blogspot.com
José Mourinho é o melhor técnico de 2010
Fonte: Globo Esporte
Globo terá Oficina de Atores em Portugal
A ausência de elenco é um dos problemas da Globo nas suas parcerias com a estação televisiva portuguesa SIC, já que boa parte dos atores portugueses mais famosos pertencem ao "cast" da concorrente TVI.
Fonte: Notícias da TV Brasileira
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Dalva e Herivelto
Considerada a Rainha da Voz ou o rouxinol brasileiro, Dalva de Oliveira era filha de uma portuguesa (Alice do Espírito Santo Oliveira).
Dalva e Herivelto foi escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Dennis Carvalho e vai ao ar entre 11 e 15 de janeiro para os assinantes da Europa, Oriente Médio, África e Japão.
Site oficial da minissérie Dalva e Herivelto:
http://dalvaeherivelto.globo.com/
Coisas que nunca deverão mudar em Portugal

Em minha busca diária de boas notícias sobre Pernambuco e Portugal, encontrei uma interessante crônica escrita, em dezembro, por Alexander Ellis, embaixador britânico em Portugal. O texto, publicado na coluna Um bife Mal Passado (jornal Expresso), assinada pelo diplomata, a seguir se transcreve:
"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro país onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal".
Coluna Um Bife Mal Passado (jornal Expresso):
Praça D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio – Lisboa

Por Maria do Céu Carvalho Dias*
Rossio é o antigo nome desta Praça, reconstruída após o Terramoto de 1755. Delimita a norte a Baixa Pombalina (zona mandada reconstruir pelo Marquês de Pombal depois de 1755). Apresenta prédios pombalinos dos lados Oeste e Leste; do lado Norte fica o Teatro Nacional D. Maria II, construído na 1ª metade do século XIX e do lado sul abrem-se ruas que levam ao Terreiro do Paço (Praça do Comércio) e ao Rio Tejo. Ainda do lado norte vislumbra-se a Estação Ferroviária do Rossio em estilo neo-manuelino que faz a ligação à Praça dos Restauradores (1). O pavimento da Praça foi uma das primeiras experiências em calçada portuguesa, com motivos ondulantes pretos e brancos. Era o coração de Lisboa desde há séculos e aqui se realizaram touradas, festivais, paradas militares e até autos-de-fé durante a vigência da Inquisição. Hoje é uma zona de lojas, cafés e restaurantes, vendedores de castanhas e de flores, para além de local de comícios de partidos políticos. Que agradável é estar no Inverno no café Nicola, por onde passou no século XVIII o poeta Bocage, ou no Verão na esplanada da pastelaria Suíça a lanchar e a saborear uma duchesse, bolo imperdível. É também neste espaço que foram colocadas duas fontes monumentais que em dias de calor refrescam o ambiente.
Ora é no meio desta Praça que desde 1870 se ergue numa coluna de vinte e oito metros de altura, a estátua do Rei D. Pedro IV (o 1º Imperador do Brasil). Na base desta coluna existem esculturas femininas - alegorias à Justiça, Sabedoria, Força e Moderação - qualidades que a História atribui a D. Pedro. Vale a pena transmitir-vos uma lenda criada à volta desta estátua, segundo a qual a figura representada seria o imperador Maximiliano do México fuzilado em 1867 e depois reaproveitada para o Rossio. Todavia os especialistas, como José Augusto França, negam tais ideias, porque a peça apresenta características de uma figura nacional: os escudos nos botões, o colar da Torre e Espada e a Carta Constitucional, outorgada por D. Pedro IV a Portugal em 1826, quando abdica em sua filha D. Maria da Glória, futura D. Maria II.
Mas quem é mesmo este D. Pedro IV, Rei português por meia dúzia de dias e Imperador do Brasil por meia dúzia de anos?
Nasceu no Palácio de Queluz (Lisboa) em 1798 e apenas com 9 anos foi com o pai D. João (Regente do Reino e futuro D. João VI), a Mãe D. Carlota Joaquina, a Avó D. Maria I (Rainha demente), o irmão D. Miguel e grande parte da corte portuguesa para o Brasil, aquando da 1ª invasão francesa. Se a infância em Portugal foi difícil e instável devido aos problemas político-económicos, no Brasil teve uma adolescência muito livre e cheia de compromissos para os quais talvez não estivesse preparado. Morreu tuberculoso aos 36 anos, também no Palácio de Queluz, depois de uma vida cheia, com dois tronos, dois casamentos e vários filhos legítimos e ilegítimos.

É o papel político desta personalidade que, ou empurrado ou motor dos acontecimentos, nos interessa. Em 1820 o cenário era complexo, pois rebenta a Revolução Liberal Portuguesa e a Corte é obrigada a abandonar a colónia brasileira que durante anos funcionou realmente como Reino. Em Portugal as Cortes Constituintes vão ser muito rígidas e pouco “liberais” para com o Brasil que de novo passa a colónia. D. João VI antes de regressar a Portugal nomeara D. Pedro regente do Brasil e este vai desobedecer à ordem de regresso a Portugal imposta pelas Constituintes, manifestando em 26 de Julho de 1822, numa carta a seu pai D. João VI que “ É um impossível físico e moral Portugal governar o Brasil, ou o Brasil ser governado de Portugal. Não sou rebelde… são as circunstâncias”. De facto do Rio a Lisboa eram 70 dias e o Brasil tinha-se desenvolvido tanto com a presença da Corte que em 7 de Setembro de 1822, D. Pedro declara o chamado grito do Ipiranga: “ É tempo! Independência ou morte! Estamos separados de Portugal”. É nesse ano proclamado, sagrado e coroado Imperador. É um período difícil, com muita oposição do lado português que só em 1825 aceita a independência da colónia, mas também do lado brasileiro que nem sempre acredita na sua preparação para governar e fazer da grande ex-colónia portuguesa um país.
A situação complica-se, quando em 1826 morre em Portugal o Rei D. João VI sem herdeiros declarados e presentes, pois se D. Pedro estava no Brasil, D. Miguel encontrava-se exilado na Áustria devido às suas manifestações absolutistas e antiliberais. Em Portugal D. Pedro não era bem aceite, porque tinha renegado Portugal ao tornar-se Imperador e no Brasil a oposição era forte por várias razões: a vida privada; o comportamento político que balançava entre os interesses portugueses e os brasileiros; a guerra demorada com a Argentina; a instabilidade política e o autoritarismo de D. Pedro I. Quando a Regência portuguesa lhe comunica a morte do Pai, ele considera-se Rei, outorga (dá) uma Carta Constitucional aos Portugueses, mas rapidamente abdica em sua filha D. Maria da Glória, de 7 anos, com a condição dela casar com o tio D. Miguel que será regente do reino até à sua maioridade. Logo que este regressa do exílio as peripécias são tantas que originam uma Guerra Civil, entre absolutistas e liberais e depois entre facções liberais, que só termina em meados do século XIX. É em 1831 que D. Pedro resolve vir para Portugal, abdicando, agora, de Imperador do Brasil no seu filho Pedro de 6 anos, Pedro II, para defender o trono português de sua filha. Do Brasil viajam até aos Açores e depois ao Porto e é a partir daqui que, durante três anos, se desenrolam momentos terríveis desta guerra entre dois irmãos que defendem ideologias diferentes. A vitória estará do lado de D. Pedro que, como já disse, não vai ter tempo de a saborear, pois morre pouco tempo depois. Nesta época o Porto vai receber o título de “cidade invicta” e D. Pedro decide legar o seu coração a esta cidade. (2)
Quando estiver em Portugal não deixe de observar e “viver” o Rossio, também denominado Praça D. Pedro IV.
Fontes – (1) Ver neste blogue “Praça dos Restauradores”. (2) Ver neste blogue “ Uma lição de portuguesismo”
Dicionário Ilustrado da História de Portugal. Gomes, Laurentino, 1822. História da Arte em Portugal, volume X. Boletim Lisboa e urbanismo. http://www.guiadacidade.pt/portugal. revelarlx.cm-lisboa.pt
* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa