A editora

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Nasci no Recife, capital de Pernambuco, um dos 26 Estados do Brasil. Sou jornalista diplomada, amante da vida e de tudo que é positivo, verdadeiro e autêntico. Deixei as águas do Capibaribe, o mais famoso rio que banha o Recife. Atravessei o Oceano Atlântico e desaguei no rio Tejo, que acalenta Lisboa. E para aproximar esses dois lugares tão distantes mas com fortes ligações históricas e culturais, dei início a construção desta "ponte" Pernambuco-Portugal.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Roda de Samba no Bairro do Recife

Fotografia: Divulgação

A Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, vai virar uma grande roda de samba. Neste sábado (19), haverá show gratuito com Galocantô (foto) e a Velha Guarda da Vila Isabel (RJ), além da banda Bernardo Alves (PE). As atrações sobem ao palco a partir das 16h. No dia 26, é a vez do samba paulistano com Almir Guineto e o grupo Samba da Laje como também da pernambucana banda Caetano.

O show da Velha Guarda da Vila Isabel trará clássicos do samba como Noel Rosa e Martinho da Vila. A Galocantô apresenta músicas já interpretadas por Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Diogo Nogueira.

Na Roda de Samba tem o patrocínio do Governo do Estado, através da Empetur e da Secretaria de Cultura e apoio da Prefeitura do Recife, via Secretaria de Turismo, Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura.

Fonte: Secretaria de Turismo do Recife


quarta-feira, 16 de março de 2011

Licínio Dias recebe enólogo português

Do Blog Social 1

Licínio Dias vai receber o diretor da vinícola portuguesa Ramos Pinto, João Nicolau de Almeida, dia 28 em local ainda a ser definido, para jantar e bate papo com clientes da sua importadora e Casa dos Frios (no Recife). O histórico do português para quem vai dividir uma tacinha com ele: João Nicolau figura na lista dos 50 mais influentes enólogos do mundo da publicação americana Wine & Spirits.

Assinatura

Da coluna João Alberto/DP

O Museu Luiz Gonzaga, que ficará no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, terá a estrutura técnica assinada pela equipe que fez o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, uma referência mundial no setor.

Patio de São Pedro / Cordeis portugueses

Do Viver/DP/Edição de quarta-feira, 16 de março de 2011

A presença da literatura de cordel no Brasil, especialmente no Nordeste, é tão grande que os leitores podem nem associá-la às origens portuguesas. Na exposição Teia de cordéis, que será aberta hoje, no Museu de Arte Popular (MAP), no Pátio de São Pedro, é possível conferir 250 cordéis da coleção do pesquisador português Arnaldo Saraiva.

A coleção, composta por cerca de 4 mil títulos, já foi exposta na Biblioteca Nacional de Lisboa e publicada no catálogo Folhetos de cordel e outros da minha colecção, de 2006. A inauguração da mostra contará com recital de cordelistas nordestinos, a partir das 19h. Amanhã, no mesmo horário, Arnaldo Saraiva ministra a palestra A literatura de cordel portuguesa, no Teatro Hermilo Borba Filho. Entrada gratuita. Informações: 3355-4720.

Flor

Fotografia: Carlos Bayma


"No inverno te proteger
no verão sair pra pescar
no outono te conhecer
primavera poder gostar"

Beto Guedes

*Para ver outras fotografias de Carlos Bayma, acesse a galeria do autor no site Olhares: http://olhares.aeiou.pt/carlosbayma
Visite também o interessante blog de Carlos Bayma (Projeto CPM 40+ Conhecer para Mudar)
http://projetocpm40.blogspot.com

Um clone de Fernando Pessoa

Do Viver/Diario de Pernambuco/Edição de terça-feira, 15 de março de 2011

Quem não gostaria de ter em suas mãos as páginas manuseadas pelo próprio autor, com suas observações? Quando se trata de grandes nomes, como o poeta português Fernando Pessoa, o valor histórico é maior ainda. A editora portuguesa Babel, recém-chegada ao Brasil, publicou a edição clonada do original da Biblioteca Nacional de Portugal de Mensagem, única obra publicada em vida por Pessoa.

O formato, inédito no Brasil, reproduz exatamente o exemplar de 1934 guardado em Portugal - o que inclui a encadernação em tecido encomendada por Pessoa, o tipo de papel e tinta, o encardido das folhas, marcas de manuseio e até correções feitas pelo poeta. O título original, Portugal, aparece riscado à lapis. Mensagem, que veio a ser o título do livro quando publicado, está escrito à lápis, na folha de rosto.

Belém – Lisboa. A Praça do Império

Praça do Império


Por Maria do Céu Carvalho Dias*


Estamos na Praça do Império, o coração simbólico da cidade de Lisboa e até de Portugal. Foi em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, que Salazar e o seu ministro António Ferro decidiram mostrar Portugal ao Mundo, através da Exposição do Mundo Português ou Exposição dos Centenários (do nascimento de Portugal, 1140 e da Restauração de Portugal, 1640), localizada precisamente em Belém, onde vem a ser a Praça do Império. Da época podemos observar a Fonte Luminosa ou Monumental que possui um conjunto de 32 brasões representando as antigas províncias do Império e se deve ao arquitecto Cottinelli Telmo; a escultura dos cavalos-marinhos da autoria de António Duarte colocada em quatro lagos; o Espelho de Água; o pavilhão da “Secção da Vida Popular”, hoje reformulado no edifício do Museu de Arte Popular e o Monumento ou Padrão aos Descobrimentos encomendado ao já referido Cottinelli Telmo e ao escultor Leopoldo de Almeida, embora o de hoje seja uma réplica do original. O Monumento, “ainda que limitado pelos estreitos quadros mentais da época”, e a sua localização embelezam a zona. Pretende homenagear todos os que se empenharam na Expansão portuguesa e por isso tem a forma de uma caravela estilizada, vendo-se o escudo de Portugal e a espada da Casa Real de Avis, à qual pertence o Infante D. Henrique que se ergue à proa. De cada lado observamos 33 personalidades, desde o poeta Camões ao pintor Nuno Gonçalves, passando pelos navegadores Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral. No interior pode haver exposições e há um elevador que nos conduz ao 6º andar, donde descortinamos uma vista fabulosa do Tejo e de Belém. O pavimento junto do monumento apresenta uma gigantesca rosa-dos-ventos oferecida pela África do Sul em 1960, aquando das comemorações do 5º centenário da morte do Infante.

Eis que chegámos frente ao Mosteiro dos Jerónimos – Mosteiro de Santa Maria de Belém – obra do estilo gótico tardio, com decoração manuelina e renascentista, conjunto monástico entregue aos monges Jerónimos por D. Manuel, no princípio do século XVI. Os arquitectos foram Boitaca e João de Castilho, que acompanhado de vários colegas e mais de cem operários ergueram a obra que sobreviveu ao terramoto de 1755 e até aos invasores franceses no princípio do século XIX. Este conjunto pretendia ser um convento-palácio com uma componente comercial, ao executar-se um enorme armazém, onde os navios fariam “aguada”. Mais tarde, no século XIX, os românticos resolveram modificar e acrescentar elementos ao conjunto. A Igreja-salão com a abóbada estrelada, os portais, os claustros de João de Castilho e Diogo Torralva e ainda os túmulos de personalidades do século XVI, como D. Manuel, D. João III, D. Sebastião, o cardeal- rei D. Henrique, Camões e o poeta Fernando Pessoa do século XX são algo que vale a pena observar. Ainda dentro da cerca do Mosteiro foram construídas duas Capelas: a do Santo Cristo e a de S. Jerónimo.

Mosteiro dos Jerónimos

Nas alas podemos visitar o Museu Nacional de Arqueologia e o Museu da Marinha. Aquele é constituído por colecções interessantes sobre o Egipto, vasos gregos, jóias pré-romanas (lusitanas) e outras peças encontradas em Portugal, quer da época romana, quer da árabe. Vale ainda a pena aproveitar exposições temporárias sobre arqueologia. O Museu da Marinha remonta ao tempo do rei D. Luís (1863) que era amante do mar e da sua pesquisa, ou seja apaixonado por Oceanografia; por isso mandou que se formasse uma colecção sobre a actividade marítima portuguesa. Se apreciar o que se relacione com mar, pode ver modelos de galés, embarcações e navios dos Descobrimentos, bem como armas, fardamentos, instrumentos de navegação e cartas marítimas. Integrado no Museu da Marinha está o Planetário Calouste Gulbenkian, fundado em 1965 e dedicado à astronomia e ciência. Vá lá, se gosta de olhar os céus e viajar no espaço.

Próximo situa-se o Centro Cultural de Belém, construção concebida para receber a presidência portuguesa da Comunidade Europeia em 1992. Quando o concurso foi publicado nasceu uma forte polémica por a sua implantação ser paredes meias com os monumentos ligados ou representativos dos Descobrimentos e em locais donde saiam os descobridores. O concurso avançou, o projecto ganho pelo português Manuel Salgado e pelo consórcio do italiano Vittorio Gregotti começou e muito se discutiu então, também por o estilo nada ter a ver com as antigas construções. Todavia hoje ninguém passa sem o Centro Cultural de Belém que oferece espaços culturais para conferências, teatro, música, fotografia, exposições e um Museu, a Colecção Berardo. Também é possível usufruir da vista do rio Tejo e de artistas ali presentes, sentado nas esplanadas dos jardins, ou aproveitar do restaurante ou cafetaria.

Padrão dos Descobrimentos

A nossa visita termina na Torre de Belém ou Torre de S. Vicente (século XVI), construção de Francisco Arruda, que tal como o Mosteiro tem decoração manuelina, sendo uma combinação entre a tradição medieval e as novas técnicas de fortificação. Embora hoje esteja na margem do rio Tejo, o certo é que foi construída a uns duzentos metros da costa. Podemos considerá-la o baluarte do Restelo, o complemento do Mosteiro dos Jerónimos e um palco privilegiado, devido à localização e aos vistosos balcões para assistir às cerimónias de partida e chegada das armadas das Descobertas. Foi nesta zona que Luís de Camões, em “Os Lusíadas”, colocou o episódio de “O Velho do Restelo”. Na realidade esta torre foi pouco utilizada como sistema defensivo, mas mais como prisão e local de habitação do governador. A função festiva que virá a ter, é manifesta logo na inauguração durante o casamento de D. Beatriz, filha do rei D. Manuel, com Carlos de Sabóia em 1521. O simbolismo da época de D. Manuel está presente em toda a decoração, desde nós, cordas, conchas e corais, até à cruz de Cristo e esfera-armilar, passando por animais exóticos, como o rinoceronte, bicho desconhecido na Europa e que Afonso de Albuquerque (2º vice-rei da Índia) recebeu de presente e mandou ao Rei, que por sua vez o ofereceu ao Papa na embaixada que lhe enviou. O coitado e estranho animal para o Portugal da altura, morreu à entrada do porto de Génova, mas mesmo assim chega a Roma embalsamado. A Torre de Belém, como espaço vivo que é, pode ser visitada para se olhar o panorama e assistir a espectáculos.

É amante de barcos? Gosta de velejar? Tem na Praça do Império a doca de Belém com cerca de duzentos lugares para embarcações. Se quiser passear mais, ou subir para trás da Praça do Império, vai encontrar uma zona residencial de vivendas, o Restelo. Vagueando por ali pode chegar ao Clube “Os Belenenses” cujas tradições vêm do princípio do século XX e pode atingir a ainda freguesia de S. Francisco Xavier, onde encontra outra zona residencial, esta de apartamentos e o Museu Nacional de Etnologia que apresenta milhares de peças de Portugal, das ex-colónias e uma interessantíssima galeria representativa dos Índios do Brasil.

Fontes: Franco, Anísio em programa cultural de televisão. História da Arte em Portugal. Lisboa Manuelina (1495-1521), Instituto Português de Museus.
http://www.jf-belem.pt http://www.cm-lisboa.pt .


Veja neste blog os outros episódios da série Praças e Ruas de Lisboa:
- Praça D. Pedro IV:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/01/praca-d-pedro-iv-mais-conhecida-por.html
- O Chiado:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/01/o-chiado-lisboa.html
- Avenida Álvares Cabral
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/02/avenida-alvares-cabral-lisboa.html
- Praça Bernadino Machado:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/02/praca-bernardino-machado-lisboa.html
- As freguesias de Lisboa:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/02/as-freguesias-de-lisboa.html
- Belém - Lisboa. Do Museu da Electricidade até à Praça do Império:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/03/belem-lisboa-do-museu-da-electricidade.html


* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa

domingo, 13 de março de 2011

Estão voltando as flores

Fotografia: Carlos Bayma

Composição: Paulo Soledade

Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda
Vê, as nuvens vão passando
Vê, um novo céu se abrindo
Vê, o sol iluminando
Por onde nós vamos indo.

Como faltam poucos dias para o início da primavera no hemisfério norte, vou postar fotografias de flores, sempre que possível, durante esta semana.

*Para ver outras fotografias de Carlos Bayma, acesse a galeria do autor no site Olhares: http://olhares.aeiou.pt/carlosbayma
Visite também o interessante blog de Carlos Bayma (Projeto CPM 40+ Conhecer para Mudar) http://projetocpm40.blogspot.com

Escute a música "Estão voltando as flores" na voz de Dalva de Oliveira:
http://www.youtube.com/watch?v=14tPQxlWvJM

Recife recebe exposição de cordéis portugueses


A partir do dia 16 de março, romances, personagens históricos, operetas, manuais, autos, hinos, elegias, canções, sátiras e muitos outros elementos serão encontrados no Museu de Arte Popular do Recife através de um passeio por uma parte da coleção de cordéis portugueses do pesquisador Arnaldo Saraiva, professor da Universidade do Porto, Portugal.

Serviço
Teia de cordéis (Cordéis Portugueses, da Coleção Arnaldo Saraiva)
Quando: 16 de março a 30 de abril de 2011
Onde: Museu de Arte Popular no Pátio de São Pedro, Casa 49, Recife-PE
Informações: 81 - 3355.4720 e 3355-3110

quarta-feira, 9 de março de 2011

Lisboa

Da coluna João Alberto/Diario de Pernambuco

Uma amiga da coluna ao entrar para jantar no badalado restaurante Solar dos Presuntos*, anteontem, em Lisboa, ficou surpresa. Era tanto pernambucano que ela pensava que estava num restaurante recifense.

*A Revista de Vinhos atribuiu ao Solar dos Presuntos o prêmio Melhor Restaurante do Ano 2010 (Cozinha Tradicional) em cerimônia realizada no Centro de Congressos da Alfândega, no Porto.

terça-feira, 8 de março de 2011

Belém - Lisboa. Do Museu da Electricidade até à Praça do Império

Palácio Nacional de Belém


Por Maria do Céu Carvalho Dias*


Belém (1) é uma das zonas mais emblemáticas da cidade, que vamos começar a visitar. Qual é a relação deste pedaço lisboeta com o Brasil? É que de Belém partiram caravelas e naus para o Mundo, entre elas a armada de Vasco da Gama ou a de Pedro Álvares Cabral que chegou ao Brasil. (2) Lisboa tem uma extensa zona banhada pelo estuário do Tejo, conhecida por zona ribeirinha. É sobre parte desta região - a ocidental - que hoje nos debruçaremos, mais precisamente sobre a freguesia de Santa Maria de Belém. Quando surgiu este nome? Foi o rei D. Manuel que no século XVI mandou construir uma nova Igreja (já havia ali uma edificada no século XV por ordem de o Infante D. Henrique) com a invocação de Santa Maria de Belém, talvez para lembrar a adoração do Menino Jesus pelos Reis Magos e assim reforçar o carácter régio da edificação. Antes, esta região que ficava “longe” de Lisboa, era habitada por alguns camponeses e pescadores e visitada por marinheiros que ali aportavam, onde entretanto surgiu uma povoação denominada Restelo; no entanto havia ligações com Lisboa, por mar e por terra, sendo mesmo construída uma ponte em Alcântara (3). A partir dos Descobrimentos a população aumenta, surgem conventos e quintas de rendimento e até de lazer, entrando no perímetro da cidade desde o século XVII. É a segunda metade do século XVIII que vai fazer de Belém e Ajuda (4), a nordeste de Belém, o eixo político, económico e militar de Lisboa. Porquê? Para além do desenvolvimento natural da região, o terrível Terramoto de 1755 atingiu pouco a parte ocidental de Lisboa, onde casualmente a Corte se encontrava naquele dia 1 de Novembro. Aqui ficou, melhor, na Ajuda ficou, a viver na denominada “Real Barraca” que embora de madeira e pano, interiormente vem a ser um verdadeiro palácio, onde o rei D. José quis continuar até à morte, com medo de nova catástrofe. À imitação da Corte, muitos sobreviventes do terramoto também montaram barracas daquele lado da cidade. Contudo só em 1833 é instituída a freguesia de Santa Maria de Belém, que cresce muito, quer devido a fábricas ali localizadas, quer a vias e meios de comunicação como o eléctrico que ainda hoje é um dos meios de transporte a servir Belém, uma das zonas de Lisboa de maior interesse patrimonial e artístico.

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Museu da Electricidade

É agora o momento de iniciarmos a visita desta parte da cidade, que pode ser intercalada com refeições ligeiras, ou não, em vários dos monumentos ou em restaurantes que por ali proliferam. Não esquecer a imprescindível entrada nos Pastéis de Belém, comidos ainda quentes e polvilhados de açúcar e canela – delícia e segredo dos anjos, ou mesmo dos deuses. Já agora vou-vos contar a história destes bolos: são uma receita dos monges do mosteiro dos Jerónimos (Santa Maria de Belém) que, para sobreviverem, resolveram criar uma loja onde puseram à venda os pastéis para o turista comer. Só que em 1834, a vitória dos liberais (5) levou a várias reformas, como a da expulsão das Ordens Religiosas. Perante esta situação, o frade pasteleiro vende a receita a um português regressado do Brasil. Os pastéis, que hoje saboreamos em uma pastelaria próxima do Palácio Nacional de Belém, são fabricados segundo a receita original por descendentes do português. Calculem que lá confeccionam e vendem diariamente vários milhares de Pastéis de Belém, parecidos, mas diferentes dos também apetitosos pastéis de nata.

Comecemos então pelo Museu de Electricidade, localizado na Avenida de Brasília, onde na 1ª metade do século XX funcionou a Central Tejo ou Central termoeléctrica – abastecedora de electricidade. É de arquitectura industrial do ferro com revestimento em tijolo. Para além da beleza do edifício e da sua proximidade com o rio Tejo, podemos observar não só o passado de funcionamento e trabalho da central, bem com apreciar várias exposições temporárias e outros eventos. Ainda no âmbito da arte industrial, é possível visitar o edifício da Fábrica Nacional de Cordoaria, fundada no reinado de D. José (século XVIII) para o fabrico de cordame.

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Museu dos Coches

Avançando, deparamo-nos com a Praça Afonso de Albuquerque, constituída por um jardim no centro do qual está a estátua de Afonso de Albuquerque, segundo vice-rei da Índia (século XVI), denominado “o Grande, o Marte português, o César do Oriente, o Leão dos Mares, conquistador de importantes cidades da Ásia, Goa, Malaca e Ormuz, que permitiram estabelecer a base política e económica do Império Português do Oriente. Do lado oposto ao Rio vemos o Palácio Nacional de Belém, residência oficial do Presidente da República portuguesa. Esta construção assenta num terreno e edificação do tempo do Rei D. João V, o governante que mais usufruiu do ouro do Brasil. “É um conjunto arquitectónico e paisagístico onde avulta um edifício central de cinco corpos com frente para o rio Tejo”. O Palácio pode ser visitado, bem como os seus jardins, não esquecendo os antigos viveiros de pássaros e cascata, agora restaurados, embora já da época de D. Maria I. Inclui ainda o Museu da Presidência da República com um acervo representativo dos passados dezassete presidentes. No antigo Picadeiro Real do Palácio está instalado o Museu dos Coches que vale a pena visitar, porque se encontra ali reunida a beleza e o luxo dos meios de transporte dos séculos XVII, XVIII e XIX. Também não precisa de ir a Londres ou a Atenas para ver, no 3º domingo de cada mês pelas 11horas, um Render da Guarda imponente, realizado pela guarda de honra do Palácio Nacional de Belém, a cargo do Esquadrão Presidencial do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana. Agora observemos casas antigas, ainda da velha Belém e detenhamo-nos num pequeno espaço à nossa direita – o Beco do Chão Salgado – local onde existiu, e nesta época foi arrasado, queimado e salgado, o Palácio do Duque de Aveiro, que, em 1758, com outras famílias nobres foi incriminado pelo Marquês de Pombal por crime de lesa-majestade contra D. José. Todavia nesta tentativa de assassinato o Rei somente ficou ferido, quando vinha de uma visita nocturna à amante, “a marquesinha”, da poderosa família dos Távoras. O Marquês de Pombal, instrumento do despotismo régio, aproveitou para iniciar a política de nivelamento social, mandando prender membros das mais importantes e poderosas famílias aristocráticas, como conspiradores. Vários nobres foram torturados e executados publicamente, precisamente na zona de Belém e as suas cinzas deitadas ao rio Tejo. Este beco tem um pilar de pedra que é a memória do acontecido e a prova deste período pombalino em que os fins justificam os meios.

Deixo-vos, para mais tarde fruirmos a Praça do Império que é uma mescla da época da Descobertas com o século XX de Salazar e do pós 25 de Abril.

Fontes: 1) No mapa das freguesias de Lisboa é 13. 2) Ver neste blogue Avenida Álvares Cabral. 3) No mapa é 11. 4) No mapa é 12. 5) Ver neste blogue Praça D. Pedro IV. História da Arte em Portugal. Palácio de Belém - Página oficial da Presidência da República Portuguesa. http://www.jf-belem.pt


Veja neste blog os outros episódios da série Praças e Ruas de Lisboa:
- Praça D. Pedro IV:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/01/praca-d-pedro-iv-mais-conhecida-por.html
- O Chiado:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/01/o-chiado-lisboa.html
- Avenida Álvares Cabral
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/02/avenida-alvares-cabral-lisboa.html
- Praça Bernadino Machado:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/02/praca-bernardino-machado-lisboa.html
- As freguesias de Lisboa:
http://docapibaribeaotejo.blogspot.com/2011/02/as-freguesias-de-lisboa.html


* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa

Na Europa

Da coluna João Alberto/Diario de Pernambuco

Não foi só o Caribe que atraiu milhares de pernambucanos no Carnaval. Os voos da TAP e Ibéria de sexta a domingo saíram lotadinhos para Lisboa e Madri. E teve gente que acabou na lista de espera e não conseguiu embarcar.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Aurora de Amor


Fotografia: Júlia Schiaffarino


Rua da Aurora e rio Capibaribe, Recife, Pernambuco.


Meu Recife eu te lembro
De Aurora à janela
Debruçada tão bela
Sobre o Capibaribe
O seu rio namorado
E a sorrir flamboyants
Em vermelhos rendados
E se amando no espelho
Sob o sol das manhãs

E nessa lembrança
A vida era linda
E a gente ainda, seria criança

Eu Imperador, você Imperatriz
E na fantasia a gente sorria feliz

Nessa aurora de amor
E o tempo passou
E a gente cresceu
E o sonho acabou
E a gente se perdeu ...

Mas quem sabe se agora neste carnaval
Você Colombina e eu Pierrô
A gente se encontre ainda
Quem sabe num bloco de amor
Chamado saudade

Aurora de Amor (Romero Amorim e Maurício Cavalcanti) é na minha opinião uma das músicas mais bonitas sobre o Recife. Durante o Carnaval, ela é executada principalmente pelos blocos líricos de Pernambuco.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Galo da Madrugada na TV Globo Portugal



“Acorda Recife, acorda
Que já é hora de estar de pé
Levanta, o carnaval começou
No bairro de São José
Vem, vem meninada
Vem conhecer o Galo da Madrugada”

Neste sábado de Zé Pereira (5), a TV Globo Portugal transmite a cobertura do desfile do Galo da Madrugada, a partir das 13h (horário de Lisboa). Considerado pelo Guinness Book - o livro dos recordes - o maior bloco de Carnaval do mundo, a agremiação vai arrastar mais de 1,6 milhão de foliões pelas ruas do Centro do Recife.

O 34º desfile da agremiação vai contar com quatro carros alegóricos, 26 trios elétricos e 14 carros de apoio. A Globo Nordeste e o portal pe360graus vão transmitir a festa a partir das 9h (horário do Recife) para Pernambuco e para quatro estados do Nordeste. Já a Globo Internacional exibe a festa para 115 países.

Ivete vende muito bem em Portugal

Do Blog Social 1

Ivete Sangalo está vibrando. Sem pisar os pés em Portugal para divulgação, seu DVD gravado em Nova Iorque já vendeu mais de 40 mil cópias por lá. O feito garantiu a ela disco de platina quíntupla. São dez semanas no Top 10 dos mais vendidos no País europeu.