A editora

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Nasci no Recife, capital de Pernambuco, um dos 26 Estados do Brasil. Sou jornalista diplomada, amante da vida e de tudo que é positivo, verdadeiro e autêntico. Deixei as águas do Capibaribe, o mais famoso rio que banha o Recife. Atravessei o Oceano Atlântico e desaguei no rio Tejo, que acalenta Lisboa. E para aproximar esses dois lugares tão distantes mas com fortes ligações históricas e culturais, dei início a construção desta "ponte" Pernambuco-Portugal.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Arraial Latino-Americano


Data : 18 e 19 de junho
Hora : Sáb 11h às 24h -  Dom 11h às 22h
Local : Casa da América Latina e Largo José Figueiredo
Entrada livre

Festa organizada pela Casa da América Latina, no âmbito das Festas de Lisboa, onde os visitantes poderão encontrar música, artesanato, gastronomia e outras manifestações populares das culturas latino-americanas. A Casa do Brasil de Lisboa estará representando a cultura brasileira com artesanato, as tradicionais caipirinhas e comidas típicas.

A imagem do Arraial 2011 foi criada por Marcela Lorca, artista chilena que nasceu em 1974 em Santiago. Formou-se na Universidade Metropolitana de Ciências da Educação, em Artes Plásticas e Docência em1998. Fez várias exposições no Chile. Em agosto de 2002 muda-se para Portugal, onde reside, continuando a expor o seu trabalho.

Consulte o programa:

Fonte: Casa da América Latina

terça-feira, 14 de junho de 2011

Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro abre inscrições


Estão abertas as inscrições para 1ª edição do FestFilmes - Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro. O evento contará com três mostras competitivas de curtas-metragens, incluindo uma apenas para filmes de países que tenham o português como idioma oficial, tais como Angola, Moçambique e Timor Leste, além do Brasil. O FestFilmes pretende promover o intercâmbio cultural, social e económico dos países de língua portuguesa.

O Festival, que integra o calendário de atividades comemorativas do ano Brasil-Portugal e terá sua fase presencial em março de 2012, contará também com oficinas de formação, seminários, palestras e atividades correlatas.

Fonte: Embaixada de Portugal - Brasília

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Travessa do Enviado de Inglaterra – Lisboa

Foto: guedelhudos.blogspot.com

Por Maria do Céu Carvalho Dias*

Hoje dedicamo-nos à Travessa do Enviado de Inglaterra que fica na freguesia do Coração de Jesus, o número 1 do nosso mapa de freguesias (1). Porquê esta rua? Num prédio dessa artéria está instalada a Sociedade de Beneficência Brasileira em Portugal, onde ainda vivem umas senhoras idosas de origem brasileira. É esta então a razão do meu escrito, até porque a Direcção da Sociedade em colaboração com a Embaixada do Brasil em Lisboa organizaram, no dia 4 de Junho, um almoço de beneficência no Casino do Estoril. A receita é para as obras de assistência da instituição, cujas actividades de apoio social se dirigem a pessoas idosas com alojamento.

Pesquisei a origem desta “Sociedade” e a informação mais antiga que encontrei foi a de um seu Presidente, Francisco Acácio Correia, 1º Barão de Guamá (1842-1924) que casou em 1870 com Inês Chermont de Miranda, nascida em 1842 e falecida em 1923. Não sei se terá sido o fundador da Sociedade, se apenas um dos presidentes. Porquê ele? Como? Interrogações para as quais não tenho resposta. Também foi muito difícil encontrar qualquer dado sobre a origem do nome da rua, porque verdadeiramente pouco ou nada se sabe. Da Câmara de Lisboa, Divisão de Alvarás, Escrivania e Toponímia disseram-me que não existem registos de editais para este arruamento, mas que a sua localização parece corresponder à setecentista Travessa do Lázaro Verde que limitava uma Quinta dos Verdes. Quanto ao nome propriamente dito também me informaram, do mesmo departamento, que por ali viveram vários diplomatas ingleses no século XIX; mas de certeza mesmo só se conhece Lord Fitz Gerard que lá viveu em 1806. Penso que este “Enviado” nasceu em 1765 e morreu em 1833, já estando em Portugal em 1803, quando foi mediador do Príncipe Regente D. João, futuro D. João VI. Há tempos li também da possibilidade desta toponímia se relacionar com outros diplomatas como Percy Smythe, 6º visconde Strangford (1780-1855) que foi embaixador inglês em Portugal em 1806 e que em 1807 representou a Inglaterra aquando da viagem da corte portuguesa para o Brasil na sequência da Primeira Invasão Francesa. Esta Travessa, devido às modificações verificadas na zona, já só existe em parte. Pelo que li localizava-se lá, no princípio do século XX, um palácio, com parque, da família Alte Espargosa/Raposo Alte. Os habitantes da freguesia do Coração de Jesus são cada vez menos, o que certamente também acontece com a Travessa, localizando-se nela várias empresas: uma marisqueira, garagens, empresas de contabilidade e electrónica, comércio e aluguer de máquinas, comércio a retalho de artigos de papelaria e o sindicato dos Ferroviários.

Mapa de freguesias de Lisboa

Pensemos agora um pouco na freguesia do Coração de Jesus: fica situada no coração de Lisboa, incluindo nela a Praça/Rotunda do Marquês de Pombal e parte da Avenida da Liberdade, que nasceu no século XIX a partir da Praça dos Restauradores (2). Esta zona é das que mais tem sofrido com a implantação de escritórios, empresas, hotéis e por isso a população tem diminuído. A história e o património são imensos e diversificados, razão porque os seus habitantes desejam que rapidamente se reveja a política para a freguesia de Coração de Jesus. Esta foi fundada em 1770, no chamado Bairro de Andaluz, a sul do qual ficava o rio de Valverde (no século XII) que desaguava no Rio Tejo, próximo do Rossio/Praça D. Pedro IV, já nossa conhecida (3). É difícil de acreditar! Extraordinárias mudanças! Eram terras férteis com hortas e vinhedos, abastecedores da cidade, pertencentes a várias ordens religiosas. Próximo passava uma das principais e mais antigas vias de entrada/saída de Lisboa: Do Largo de S. Domingos (próximo do Rossio), passando as Portas de Santo Antão (a Rua do Coliseu, por trás do Teatro Dona Maria II), a Rua de S. José, a Rua de Santa Marta, S. Sebastião da Pedreira, Palhavã (Praça de Espanha), Sete Rios até Benfica (4). Ao longo desta artéria vão sendo construídas casas e mosteiros e é em Andaluz que no século XIV a Câmara de Lisboa mandou edificar um bonito chafariz. No século XVII aquela artéria, juntamente com a de Alcântara e Arroios, é considerada movimentadíssima: “… A qualquer hora do dia que por ela se caminha se vê a estrada continuadamente acompanhada das cargas que entram e das cavalgaduras que saem descarregadas… comparava a estrada à das formigas da eira para o formigueiro…E não trazem um só mantimento, mas todos os que usamos para sustento, e para regalo, trazendo trigo, cevada, vinho, azeite, hortaliças, frutas de todas as sortes e de todos os tempos, leite, nata e manteiga todo o ano, cabritos, coelhos, perdizes…”. (5) O terramoto de 1755 provocou alguns estragos na zona, mas rapidamente foi feita a recuperação. Parece que nessa altura Carlos Mardel teria previsto para esta zona a abertura de ruas de traçado geométrico, como na Baixa, o que não se veio a concretizar. São as freiras de Santa Joana, que habitavam um dos conventos dali, a conseguir a criação da Freguesia (1770) com o nome de Santa Joana e mais tarde do Santíssimo Coração de Jesus. Na República, a mentalidade anti-religiosa levou à mudança do nome para freguesia de Camões, até que em meados do século XX o nome voltou ao histórico: Coração de Jesus. (6) Na freguesia existia, na rua do Salitre, uma Praça de Touros – a tourada sempre foi um divertimento dos portugueses, quer do povo, quer da nobreza – depois circo, sendo demolida em 1880. É nesta época que o Passeio Público dá lugar à Avenida da Liberdade rasgada desde a Praça dos Restauradores à Rotunda do Marquês de Pombal. Este coração de Lisboa tem sido muito maltratado e destruído, já que Lisboa se foi expandindo para Norte por todo aquele espaço. O património construído era riquíssimo, com o chafariz do Andaluz (1336), palácios e conventos do século XVII ao XIX. Desde o século XX, devido ao papel que a zona alcançou, têm sido feitas experiências arquitectónicas de relevo, umas mais interessantes do que outras.

Notas 1) Ver neste blogue “As freguesias de Lisboa”, 12 de Fevereiro. 2) Ver neste blogue “Praça dos Restauradores”, 21 de Agosto 2010. 3) Ver neste blogue “Praça D. Pedro IV”, 11 de Janeiro 2011. 4) Acompanhe no mapa das freguesias o percurso desta via: 1, 16,14. 5) Vasconcelos, Luís Mendes de, “Diálogos do Sítio de Lisboa, 1608”, in Antologia dos Economistas Portugueses. 6) http://www.jf-coracaojesus.pt/  http://pt.wikipedia/ .

Veja neste blog os outros episódios da série Praças e Ruas de Lisboa:
- Praça D. Pedro IV:
- O Chiado:
- Avenida Álvares Cabral
- Praça Bernadino Machado:
- As freguesias de Lisboa:
- Belém - Lisboa. Do Museu da Electricidade até à Praça do Império:
- Belém – Lisboa. A Praça do Império:
- Avenida Almirante Gago Coutinho e Avenida Sacadura Cabral :
- Rua Cecília Meirlles:
- Rua Pedro Calmon:

* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lisboa está em festa


Desde o dia 1º de junho que Lisboa está em festa. A programação é tão variada e extensa que o nome do evento tinha mesmo que ir para o plural: Festas de Lisboa 2011.

Também chamadas de Festas dos Santos Populares (Santo Antônio, São João e São Pedro) elas lembram um pouco as festas juninas de Pernambuco. A comida típica aqui é a sardinha no pão. Para os namorados não há maçã do amor mas compra-se um singelo vaso com majerico que vem acompanhado de uma frase romântica ao gosto do freguês. No lugar de desfile de quadrinhas entram as marchas populares.

Comparações à parte, a festa é mesmo imperdível. Minha dica é caminhar no dia 12 pelos ruas de Alfama, Castelo e Mouraria e apreciar a forma típica que cada morador festeja o dia do padroeiro da cidade. E uma boa notícia para quem quiser curtir a festa sem se preocupar com a hora de voltar para casa. O Metro de Lisboa vai funcionar até às 2h do dia 13.

Confira a programação completa das Festas de Lisboa aqui: http://www.festasdelisboa.com/

domingo, 5 de junho de 2011

Passeio virtual por Olinda


Vista de Olinda   Foto: Passarinho/Pref.Olinda


No site da Prefeitura de Olinda, Pernambuco, é possível fazer um passeio pela cidade através de fotos panorâmicas em alta resolução, numa experiência virtual que traz para o século XXI construções de mais de 500 anos visitadas por turistas de todo o mundo. O internauta pode navegar pelas imagens em ultra-definição por todas as direções e com informações sobre os locais visitados.

Eu já fiz esse passeio virtual e recomendo. O Bairro Alto, em Lisboa, parece muito com  Olinda. A cidade, fundada pelo fidalgo português Duarte Coelho Pereira, é um dos lugares mais bonitos da minha terra natal, Pernambuco. E já que o assunto é a Marim dos Caetés, dedico esta mensagem ao meu querido amigo Dr. Estevão de Brito Ramos, advogado, professor universitário, meu ex-colega de trabalho, que reside na bela Olinda.

sábado, 4 de junho de 2011

Rua Pedro Calmon – Lisboa


Pedro Calmon

Por Maria do Céu Carvalho Dias*

Esta rua fica na freguesia de Alcântara, número 11 do nosso mapa das Freguesias de Lisboa.(1) Pedro Calmon Muniz de Bittencourt nasceu em Amargosa, Baía**, Brasil em 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1985.
Alcântara é um topónimo que deriva do árabe al-qantara que quer dizer ponte. É que havia uma ribeira neste local e os seus habitantes sentiram necessidade de construir uma ponte para estabelecerem uma comunicação mais fácil entre estas terras e Lisboa. Terá sido de madeira, mas os romanos, que nos primeiros séculos depois de Cristo dominaram a Península Ibérica, construíram-na de pedra. É durante a dominação árabe que a ponte (al-qantara) dará o nome àquela zona. Como as terras de Alcântara eram férteis, passam a reguengos (terras do Rei) logo após a conquista de Lisboa (1147) aos árabes pelo Rei D. Afonso Henriques. Mais tarde, no século XIV, o rei de Castela João I, pelo Tratado de Salvaterra de Magos prometido em casamento a Dona Beatriz, filha do rei D. Fernando, invade Lisboa pela ribeira de Alcântara, atacando e devastando toda a região. Esta, precisamente devido à sua ribeira ligada ao rio Tejo, está aberta a invasores.

No século XVI, antes do domínio filipino (espanhol) ali se encontraram os exércitos de D. António, Prior do Crato e de Filipe II de Espanha. Eram ambos pretendentes ao trono português, depois de o Cardeal-Rei ter morrido em 1580, após ter sucedido ao trono em 1578, quando D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir. Foi um recontro desastroso para D. António e praticamente marcou o início dos sessenta anos de perda de independência de Portugal. No século XIX também as Invasões Francesas, as lutas liberais e epidemias foram destruindo a zona. Para que não vos conte só desgraças é importante lembrar que o Terramoto de 1755 não atingiu demasiado Alcântara e por isso parte dos lisboetas e a família real “fugiram” para aqui. (2) Ao longo destes séculos o seu património foi aumentando: um hospital, ermidas como a de Santo Amaro, conventos como o das Flamengas e do Monte Calvário, um Palácio Real, palácios, como o da Ribeira Grande, o dos Condes da Ponte, (hoje edifício da Administração do Porto de Lisboa) Sabugosa e até uma Tapada (espaço verde murado) onde a família real se deliciava a passear e a caçar coelhos, javalis e gazelas. Hoje, a Tapada da Ajuda tem um extraordinário património verde com razoável área cultivada gerida pelo Instituto Superior de Agronomia; um Observatório Astronómico de Lisboa, um Pavilhão de Exposições, campos de râguebi e um miradouro com uma panorâmica fabulosa sobre o rio Tejo. Apesar de todas as vicissitudes referidas atrás, Alcântara vai-se desenvolvendo também devido a factores económicos:
- Exploração de pomares e vinhas junto da ribeira;
- Extracção de pedra para cal e pedra de lioz das suas pedreiras;
- Fornos de cal;
- Fábricas de estamparia, de curtumes, de loiças, de tecidos (Companhia de Fiação de Tecidos Lisbonense), de sabão, de óleos, da Companhia União Fabril, dos chocolates Regina.

Os transportes públicos incrementaram também Alcântara. Este bairro de características proletárias e populares, onde proliferaram associações operárias, colectividades, como o Atlético Clube de Portugal, salas de teatro, viveu momentos complicados com os habitantes a participarem e dinamizarem muitas greves e revoluções.


Docas em Alcântara  /Fotografia: Turismo de Lisboa

Ao longo do século XX a paisagem da freguesia de Alcântara foi mudando, quer devido a melhoramentos ferroviários e rodoviários como a Avenida de Ceuta e sobretudo a Ponte 25 de Abril que, ao passar sobre Alcântara, desalojou muitos dos seus habitantes, quer devido ao reaproveitamento de fábricas abandonadas para bares e restaurantes junto do Rio Tejo, zona conhecida por Docas, local de diversão nocturna e até diurna. Se estiver em Lisboa passe um bocado nas Docas, que vai gostar.

Ainda nesta superfície marítima é imperdível a Gare Marítima de Alcântara, com os frescos gigantes de Almada Negreiros (artista do século XX) e também o Museu do Oriente instalado nos antigos armazéns da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, que reúne colecções históricas, religiosas, antropológicas e artísticas do Oriente. É também nesta zona que o Porto de Lisboa criou estruturas para partidas e chegadas de grandes paquetes e terminais de passageiros. Quer passear no rio Tejo? É da doca de Alcântara que partem Cruzeiros de um dia.

O século XXI trouxe propostas de renovação para aquela zona ribeirinha, apresentadas em 2008, mas julgo que pouco têm avançado, não só porque receberam muitas críticas, mas também devido à crise económica e financeira vivida por Portugal.

Regressemos à toponímia brasileira em Lisboa, à Rua Pedro Calmon: escritor, historiador, professor de Direito, político. Publicou dezenas de obras e artigos em revistas; entre outras a “História Social do Brasil” e a “História do Brasil”.
Recebeu o título de Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Doutor honoris causa das Universidades do México, de Nova York, de Coimbra (Portugal) entre outras. Representou o Brasil em várias conferências internacionais. Foi membro e até presidente da Academia Brasileira de Letras; membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e sócio de mérito da Academia Portuguesa de História, bem como de outras sociedades culturais e históricas de Espanha e outros países latino-americanos. É um intelectual brasileiro do século XX, a não esquecer.

Fontes – 1) Ver neste blogue As Freguesias de Lisboa (12 de Fevereiro). 2) Ver Belém (8 de Março) neste blogue. Enciclopédia Verbo Luso-brasileira de Cultura. http://www.jf-alcantara.pt http://pt.wikipedia/  

Veja neste blog os outros episódios da série Praças e Ruas de Lisboa:
- Praça D. Pedro IV:
- O Chiado:
- Avenida Álvares Cabral
- Praça Bernadino Machado:
- As freguesias de Lisboa:
- Belém - Lisboa. Do Museu da Electricidade até à Praça do Império:
- Avenida Almirante Gago Coutinho e Avenida Sacadura Cabral :
- Rua Cecília Meirlles:
- Rua Alexandre de Gusmão:

* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa
** Forma portuguesa de escrever Bahia (Estado da região nordeste do Brasil)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Festas juninas da minha terra


O tempo passa e muitas vezes nem percebemos o quanto ele já  passou. Há cinco anos não comemoro as festas juninas no Brasil. Sempre voltei ao Recife no verão. E logo eu que gosto tanto dos festejos do mês de junho!
Festa de Santo Antônio, Festa de São João, Festa de São Pedro. Aquelas comidas da época como o munguzá, a canjica, a pamonha, o bolo de milho, o milho assado, milho cozido. E as músicas? E o forró? E a fogueira acessa? Como é bela uma fogueira! Como é belo tudo aquilo que nos desperta  saudade.
Se Deus quiser, em 2012, acabarei com esse sentimento de  “incompletude junina”, que só quem é brasileiro nordestino conhece bem. E sofre com ele! Mas como dizem que quem canta seus males espanta, vamos ouvir Marinês, Dominguinhos e Gilberto Gil cantando Olha Pro Céu, um clássico de Luiz Gonzaga e José Fernandes. E ainda bem que tenho aqui em Lisboa as Festas dos Santos Populares, que eu também adoro, principalmente porque tem muita gente e sardinha assada com pão!!!

II Jornadas Antonianas


Local: Igreja do Hospital de Santo António dos Capuchos
Data: 05  a 26 de Junho de 2011
Entrada livre

PROGRAMA CIENTÍFICO

05 Junho /17h30
Santo António na Publicidade
Isabel Dâmaso Santos. Centro de Tradições Populares Portuguesas

13 Junho/17h30
Santo Antonio na Amazónia: imagem, arte e simbolismos
Aldrin Moura de Figueiredo. Professor da Universidade Federal do Pará/Brasil

19 Junho/17h30
A Igreja de Santo António dos Portugueses de Roma - uma galeria de santos nacionais.
Maria de Lurdes Cidraes. Professora jubilada da FLUL e investigadora do Centro de Tradições Populares Portuguesas/ FLUL

26 Junho/17h30
A devoção ao santo na Casa do Santo (de seu nome António)
Maria Adelina Amorim. Associação de Cultura Lusófona/ FLUL

Exposição sobre Santo António de Lisboa

Organização: ACLUS - Associação de Cultura Lusófona/ Faculdade de Letras UL, Centro de Tradições Populares Portuguesas/Faculdade de Letras UL, Capelania do Hospital de Santo António dos Capuchos e Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC).

Mais informações: Célia Pilão - 963997916

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Trem do Forró

Fotografia: Divulgação

O Trem do Forró, que tem o apoio da Secretaria de Turismo do Recife e completa 21 anos, faz a sua primeira viagem de 2011 neste sábado (4). Este ano, serão sete viagens nos finais de semana de junho nos dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26. A saída acontece às 16h do bar Catamarã, no bairro de São José, rumo ao Cabo de Santo Agostinho. Os ingressos custam R$ 70 para o dia 11 e R$ 80 para as demais saídas.

São dez vagões que levam, cada um, até cem pessoas. Há serviço de bar e um trio de forró pé de serra. No Cabo, os passageiros podem conferir uma quadrilha junina e uma vila matuta montada ao lado da estação ferroviária central. Há também barracas de comidas típicas, venda de artesanato e um palco com apresentações culturais. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Novo filme promocional de Portugal


O novo filme promocional do Turismo de Portugal é um incentivo a mais para quem pretende visitar o país. Com produção da Krypton Films e música de Nuno Maió, o vídeo convida a descobrir a beleza da simplicidade num país autêntico, surpreendente e sedutor, onde a vida é saboreada a cada momento. Ficou animado? Então confira o belo filme e programe sua viagem!

domingo, 29 de maio de 2011

Flamingos

Fotografia: Patrícia Brederode
Flamingos no Jardim Zooólogico de Lisboa

1822

No livro 1822, de Laurentino Gomes, uma revelação curiosa para pernambucanos: Dom Pedro foi apaixonado por uma bailarina francesa que morava em São Paulo e que engravidou dele. Os dois teriam se casado em segredo. Mas, ao saber do romance, a rainha Carlota Joaqui­na ameaçou deserdá-lo. A mo­ça acabou por concordar em romper o romance e foi mandada para o Recife, onde teve seu filho - morto recém-nas­ci­do. Transtornado, Dom Pedro teria mandado mumificá-lo e guardava o corpo em seu gabi­nete. Foi sepultado após a volta do imperador para Portugal.


Da coluna Foco/Folha de Pernambuco

Recife, Cidade Aberta

O cineasta pernambucano Paulo Caldas saiu do Festival de Cannes com 50 mil euros no bolso. Ele arrebatou o prêmio da Fundação Centro Experimental de Cinematografia da Itália, em parceria com o Ministério da Cultura da Itália e a Ancine. O dinheiro vai para seu próximo filme Rossellini amou a pensão de Dona Bombom.

A produção será rodada no Recife e vai contar revelações sobre a passagem do cineasta neorrealista Roberto Rossellini pela cidade, em 1958. O italiano visitou a capital pernambucana depois de ler o livro Geografia da Fome, de Josué de Castro, e planejava rodar um filme sobre a publicação, projeto que não realizou.

Fonte: coluna Foco/Folha de Pernambuco

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Blog divulga a investigação histórica feita pelo português Luiz Fernando Carvalho Dias

Luiz Fernando Carvalho Dias (1981)  - Foto: Francisco Geraldes

Os interessados em história de Portugal, sobretudo da Covilhã, contam agora com uma valiosa fonte de pesquisa. Para não se perder toda a investigação histórica feita ao longo dos anos pelo covilhanense Luiz Fernando Carvalho Dias, seu filho Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias e sua nora Maria do Céu Jordão Morais Carvalho Dias resolveram criar o blog Covilhã – Subsídios para Sua História, no XX aniversário da sua morte, para dar a conhecer aos interessados pela história da Covilhã, muita da documentação recolhida pelo investigador.

Luiz Fernando de Carvalho Dias nasceu na Covilhã, na freguesia da Conceição, em 2 de março de 1914 e faleceu em Lisboa, na sua residência, em 4 de outubro de 1991. Após ter concluído os estudos primários na sua cidade natal, seguiu para Espanha onde frequentou os estabelecimentos escolares dos Jesuítas, em San Martin de Trevejo, província de Cáceres e em La Guardia, na Galiza, por nessa época esta Ordem Religiosa estar impedida de lecionar em Portugal. Seguidamente rumou a Coimbra onde concluiu os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito. Veio a concluir em Lisboa a sua licenciatura em Direito, no ano de 1941, já como trabalhador estudante.

Foi notário e advogado em Moçambique, de onde regressou no fim de 1949. Em Lisboa foi investigador da Junta das Missões Geográficas e de Investigações do Ultramar, depois Delegado do Governo junto da Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios, organismo extinto com a Revolução de 25 de Abril de 1974 e, por fim, até à sua aposentação em 1984, foi investigador do quadro da Biblioteca Nacional de Lisboa.

Dedicou-se, desde muito cedo, à investigação histórica, tendo por objetivo além da história da sua cidade natal, tudo o que se relacionasse com a indústria dos lanifícios de que a Covilhã foi pioneira. Publicou várias obras e colaborou em várias revistas, designadamente as da Faculdade de Direito e da Biblioteca da Universidade Coimbra e da Agência Geral do Ultramar e na “Revista dos Lanifícios” propriedade da Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios.

Entre os assuntos já publicados pelo blog estão a lista de sentenciados no Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Coimbra e Évora, originários ou moradores no antigo termo da Covilhã e nos concelhos limítrofes de Belmonte e Manteigas, e o processo de Francisco Ximenes, que dos seus familiares, descendentes de seus pais, fizeram parte ricos mercadores de Lisboa, Antuérpia, Florença e Pernambuco.

 Covilhã – Subsídios para sua história:
 http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.com/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Hotel cinco estrelas no Paiva

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o prefeito do Cabo, Lula Cabral, participaram na manhã desta segunda (23), no Palácio do Campo das Princesas, da solenidade de assinatura do contrato para construção do primeiro hotel cinco estrelas na Reserva do Paiva.

O projeto tem investimento de R$ 450 milhões que o Grupo Odebrecht irá realizar em parceria com o grupo português Promovalor. A previsão de entrega do empreendimento é para março de 2014, e as obras devem começar em outubro deste ano. O hotel terá 350 leitos, com capacidade para 2.100 pessoas  e área total de 2.500 metros quadrados, com SPA, fitness, restaurante, bar e será operado por bandeira internacional.

Fonte: Blog Social 1