A editora

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Nasci no Recife, capital de Pernambuco, um dos 26 Estados do Brasil. Sou jornalista diplomada, amante da vida e de tudo que é positivo, verdadeiro e autêntico. Deixei as águas do Capibaribe, o mais famoso rio que banha o Recife. Atravessei o Oceano Atlântico e desaguei no rio Tejo, que acalenta Lisboa. E para aproximar esses dois lugares tão distantes mas com fortes ligações históricas e culturais, dei início a construção desta "ponte" Pernambuco-Portugal.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Maracatu vai "invadir" o Bairro Alto


Um pouco da cultura de Pernambuco nas ruas de Lisboa. É o que vai mostrar o cortejo de Maracatu dia 3 de agosto, às 19h, em honra à comemoração dos 500 anos do Bairro Alto, Lisboa.
O ponto de encontro do Cortejo terá início na rua D. Pedro V, Miradouro São Pedro de Alcântara, e acabará no final da Rua da Rosa.

Cortejo de Maracatu
Data e horário: 3 de agosto | 19h00
Informações úteis: ba500anos@gmail.com
Organização: Casa do Brasil | Associação Assim Ser | BA500

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pernambuco sedia maior conferência mundial de Design de Interação

Dois palestrantes portugueses participam do evento


Discussões sobre tecnologia, economia criativa, design de experiências e inovação estarão presentes no Interaction South America 2013, de 13 a 16 de novembro, no Recife Antigo e Centro de Convenções de Pernambuco. O evento chega pela primeira vez ao estado com a presença de nomes de referência do mercado nacional e internacional em uma programação de palestras, workshops, artigos acadêmicos, entre outras atividades.

Será a maior e mais importante edição do ISA graças a sua seleção de palestrantes liderada pelo americano Bill Buxton (Microsoft Research), pioneiro no estudo da interação humano-computador e considerado um dos 30 designers mais influentes do mundo pela BusinessWeek.

Formada por grandes autoridades mundiais nos campos de design, tecnologia e indústria criativa, a programação de palestras acontece no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco, nos dias 15 e 16 de novembro. Para compor a grade, a organização do ISA 2013 convocou 14 palestrantes de sete países diferentes: Estados Unidos, Holanda, Aústria, Portugal, Argentina, Brasil e México.

De Portugal, o ISA Recife apresenta Catarina Mota, co-fundadora da Open Materials e do hackerspace de Lisboa, palestrante do TEDGlobal 2012, e Pedro Miguel Cruz, especialista em data visualization, professor da Universidade de Coimbra e visitante do MIT Senseable Lab.

Luciano Meira, professor de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, é o representante local desta programação que reúne profissionais de sete países diferentes. O professor realiza pesquisas sobre processos de aprendizagem e uso de tecnologias digitais na educação e apoia estudos de usabilidade do C.E.S.A.R. (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife).

O ISA 2013 é uma realização da Interaction Design Association Recife, com parceria acadêmica da Universidade Federal de Pernambuco. As inscrições podem ser feitas no site do evento (isa.ixda.org/2013)

Fonte: Diario de Pernambuco

Dominguinhos Canta e Conta Gonzaga



O blog presta homenagem a Dominguinhos, que morreu nesta terça-feira (23), aos 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele lutava havia seis anos contra um câncer de pulmão.

Considerado o sanfoneiro mais importante do Brasil e herdeiro artístico de Luiz Gonzaga (1912-1989), José Domingos de Morais nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Conheceu Luiz Gonzaga com 8 anos. Aos 13 anos, morando no Rio, ganhou a primeira sanfona do Rei do Baião, que três anos mais tarde o consagrou como herdeiro artístico.

Confira infográfico com a biografia do músico

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pesquisadores brasileiros e portugueses discutem conservação e restauro



O valor da Conservação no século 21; a formação do conservador-restaurador; e as relações das políticas públicas na preservação do patrimônio cultural são alguns dos temas que integram a programação 2º Encontro Luso-brasileiro de conservação e restauro, que será realizado na Universidade Federal de São João del-Rei, de 1 a 4 de agosto. O evento é promovido por instituições brasileiras e portuguesas, entre as quais o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor), da Escola de Belas-Artes da UFMG. 

Segundo os organizadores, a implantação de cursos de graduação no Brasil na área de conservação-restauração, tornou necessária a construção de fórum de discussões e troca de experiências, tanto no campo acadêmico quanto no campo conceitual. Nesse contexto, “a trajetória portuguesa de formação universitária e a promoção de intercâmbios interinstitucionais justificam a pertinência do encontro”.

Além de debates, mesas e palestras, a programação inclui percurso por cidades históricas – São João del-Rei, Tiradentes e Ouro Preto – e visita ao Instituto de Arte Contemporânea Inhotim.

Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no site do evento. Inscrições até 30 de julho no site da Fundep.

Fonte: PlanetaUniversitario.com  

terça-feira, 16 de julho de 2013

Leitura pública de “Macunaíma no meu Pátio”

"Macunaíma no meu Pátio” é um livro inédito de Luís Carmelo. Baseado na rescrita de Macunaíma de Mário de Andrade, o relato segue as instáveis linhas narrativas do original brasileiro, embora recrie e reinvente tudo o resto: espaço, linguagem, ritmo, mitologias e situações. Escrito em abril de 2013, a obra, antes ainda de conhecer a sua edição em papel, vai ser apresentada em público em Lisboa através duma leitura que será levada a cabo pelo próprio autor.
 
Serviço:
 Leitura pública de “Macunaíma no meu Pátio”
de Luís Carmelo
18 de Julho, quinta-feira | 18.00 horas
Sala Sophia de Mello Breyner, Centro Nacional de Cultura
Rua António Maria Cardoso, 68
Entrada livre

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Recife Antigo ibérico no Sardinha

A pernambucana Adriana Didier e português Joaquim Gonçalves estão à frente do novo restaurante

Publicado em 28/06/2013 - Jornal do Commercio
Bruno Albertim
bruno.albertim@gmail.com

Sardinha importada é servida sobre torradas com molho de coentros e alhos macerados em azeite ou numa versão ligeiramente mais perfumada com outros cítricos  Foto: Felipe Ribeiro / JC Imagem

Há casas que mal surgem, nos são logo a impressão de terem existido desde sempre. Com pouco mais de uma semana de funcionamento, o Sardinha, num cenográfico (e lindo) casarão de pé direito alto atravessando três pavimentos, já funciona como cantinho precioso do Recife Antigo. Ali, a cozinha portuguesa exibe aromas e predicativos agregando um valor mais que subliminar ao casco velho da cidade. Fazia falta na geografia do bairro.

A cozinha, como o nome sugere, é portuguesa. Uma cozinha lusa potencializada pela difícil equação entre elegância e simplicidade, desejada por tantos, concretizada por muito poucos. Uma fórmula, aliás, que é marca da proprietária Adriana Didier, a mulher por trás da grife Beijupirá que, aqui, conta com a precisa parceria do marido e sócio, o português Joaquim Gonçalves.

O peixinho que dá nome ao estabelecimento tem ali sua devida reverência. Tratada como instituição, a sardinha, importada, portuguesa, pescada nos mares frios que lhe conferem boa gordura (a tão celebrada ômega 3) e suculência incomuns, é o abre-alas. Servida sobre torradas (R$ 6) pode vir sobre um molho de coentros e alhos macerados em azeite ou numa versão ligeiramente mais perfumada com outros cítricos. Pode ainda ser convertida em prato principal (R$ 29), na companhia de batatas ao murro temperadas: elementar e marcante. Uma taça de vinho branco ou cerveja rigorosamente gelada e estamos na entre-sala do céu.

O cardápio é enxuto, basilar e, ainda assim, não fica apenas no óbvio. Aqui, por exemplo, podemos encontrar a receita alentejana de galinha ao molho vadio. A ave cozida, desfiada e marinada em molho avinagrado de alho e limão (R$ 29): fria, refrescante e muito aromática, de deixar saudade no paladar. Eis o grande trunfo da casa: tratar seus ingredientes, sempre os mais nobres disponíveis, como as instituições que são. O polvo a lagareiro, por exemplo, é pura autoindulgência: cozido até a maciez e depois, assado com alho, louro e azeite num resultado aromático ao ponto de provocar salivação na vizinhança. O bacalhau também a lagareiro (R$ 65) faz jus à fama de instituição do ingrediente: alto, o legítimo gadus mohua, cuja gordura entremeada faz as postas se desfazerem em lascas ao menor toque do garfo. Além de batatas, vem sobre uma cama de espinafres refogados irrecusável. Na versão a Braz (R$ 49), o pescado é suculentamente desfiado ao forno. É possível ainda eleger guarnições afetivamente lusas como o arroz de tomate.

Das entradas, o camarão a piri-piri é puro deleite para os amantes de pimenta (como eu): os crustáceos grandes, rosados, íntegros, marinhos, imersos num azeite sensualmente picante. Espontaneamente elegante, o Sardinha chega, enfim, com cara de polivalente: faz feliz quem por lá passeia, e coroa seu dia com um almoço, ou refaz as alegrias de quem ali trabalha. De quebra, deixa o Recife Antigo deliciosamente mais ibérico.

Rua da Moeda, de segunda à sábado, das 11h às 16h30. Tel.: 3224-7854.

Ritmos pernambucanos hoje em Lisboa


Com direção musical de André Rio, cantor e compositor pernambucano com 20 anos de carreira, o show Viva Pernambuco vai contar com participação de Paulinho Leite e leva para o publico uma mistura de sons e ritmos genuinamente Pernambucanos.

Com uma banda formada por músicos com vasta experiência o show faz um passeio pelos ritmos como o frevo, forro, caboclinho, ciranda e mangue-beat com influencias da Musica Popular Brasileira MPB e Bossa Nova. O repertório, montado especialmente para apresentações, pretende introduzir nossa musica em outras culturas e levar um pouco de saudosismo aos milhares de brasileiros que residem na Europa.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Uma casa mais que portuguesa no Espinheiro

Trio de irmãs lisboetas comanda a Taberna Portuguesa, na Rua do Espinheiro

Publicado em 28/06/2013 Jornal do Commercio

Bruno Albertim
bruno.albertim@gmail.com

  / Foto: Ricardo B. Labastier/JC IMAGEM

 Quem passa pela Rua do Espinheiro (Recife) deve ter percebido que o casarão decorado com os grafismos da tradicional azulejaria portuguesa guarda ares de consulado. E não pode ser encarado como menos a casa aberta há pouco pelas irmãs, lisboetas de nascença e vocação, Ana, Sandra e Suzana Gonçalves: uma grande, farta e convidativa embaixada dos sabores diretos e honestos da terrinha. Sem esforço, ali, vamos a Portugal sem precisar sair do Recife.

Não fosse pelo espaço amplo dos dois andares do imóvel antigo, nos sentiríamos numa mais que tradicional tasquinha de Lisboa. A honestidade da cozinha e a informalidade eficiente do serviço em tudo nos lembram os pequeninos restaurantes familiares portugueses.

O sucesso imediato deve ter explicação no trato que as proprietárias dão à cozinha portuguesa: simples, aromática, honesta, farta, direta, sem complicações. Uma cozinha, claro, de técnicas, mas sobretudo de respeito aos ingredientes. Tudo ali é feito tal e qual faziam avós e tias.

Apaixonantes são as gambas a Bulhões Pato (R$ 28): os camarões assados em azeite abundante, alho, mostarda e limão. Nem todo o (excelente) pão feito na casa será suficiente para sorver o molho azeitado no fundo do tacho. É importante entender que o que consideramos, no Brasil, como temperos, aqui são tratados como coadjuvantes: alho, azeite, limão e coentros (esses artigos que, enfim, herdamos do colonizador), sublinham parte considerável dos pratos da casa.

Em Portugal, diz-se, há uma receita de bacalhau para cada dia do ano. No Taberna, o glossário é reduzido aos pratos mais consagrados pelo paladar brasileiro: à lagareiro (assado com azeite, alho, batata ao murro e ovo cozido); à Taberna (frito com cebola refogada e batatas fritas); Com broa (desfiado, refogado em azeite, alho, cebola, batatas e uma crosta de broa e ervas aromáticas); Zé do Pipo (cozido e desfiado, cebola, purê e maionese) ou com natas (refogado em azeite com cebola, alho, batata e natas).

Os preços variam de cerca de R$ 42 a cerca de R$ 89, a depender da receita e da porção. Sobretudo para quem vai passear pelas entradas (às quartas e sextas à noite, a casa serve sardinhas na brasa), é bom lembrar da generosidade lusa: mesmo supostamente individuais, as meias doses podem servir até duas pessoas.

Para os carnívoros, há opções como o arroz de pato, ao forno, molhadinho. Todos os pratos, aliás, são servidos no horário de almoço em regime de bufê no quilo (R$ 42/Kg). As sobremesas também são lusófonas como só elas: desde a pouco conhecida (por aqui) falófia (claras em neve cozidas em leite com limão e canela) aos pasteis de nata (R$ 24, seis unidades), capazes de nos fazer mandar qualquer dieta para a Penísula Ibérica.

Rua do Espinheiro, 357, Espinheiro. Tel: (81) 3048-1087. Segunda a sexta, das 12h as 15h, self-service. Das 19h a 1h, a la carte. Sábados: (à la carte): 12h às 15h e 19h à 1h. Domingo (à la carte): das 12h às 16h.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Condé Nast: Portugal é o melhor destino do mundo


Condé Nast: Portugal é o melhor destino do mundo

 Do site Boas Notícias


Portugal foi eleito o melhor destino do mundo para se viajar. Entre um total de 24 países, a Condé Nast Traveller, a mais prestigiada revista de viagens do mundo, escolheu Portugal pela primeira vez como o melhor país para se viajar em 2013.
 
Paisagem, gastronomia e praias foram os aspetos que mais pesaram na escolha do júri, que dá ainda especial destaque à simpatia do povo português. "É um ingrediente fundamental", escreve a revista. "Os portugueses seduzem-nos com o seu encanto e simpatia."
 
Para trás ficam 23 países dos quatro cantos do mundo, entre eles a Argentina, Brasil, Estados Unidos, Índia, França, México, Tailândia, Marrocos, Turquia e Espanha.
 
Em cinco edições, esta é a primeira vez que Portugal vence a categoria de melhor país nos prémios anuais da Condé Nast Traveller (CNT).

No resumo sobre a distinção, a revista fala do "especial encanto que é visível nas tradições do país, com cidades que combinam a modernidade com o peso visível da história, paisagens e praias que nos reconciliam com a Natureza".
 
Os prémios da CNT distinguiram ainda o melhor das viagens noutras 14 categorias.

Veja a lista completa dos vencedores dos prémios Condé Nast Travellers 2013 AQUI.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

É verão!

Fotografia Charles Lins
No caminho para escola minha filha Lara, no alto dos seus quatro anos, disse toda contente que o "senhor" da televisão (João Moleira da SIC Notícias) falou que hoje é verão. Ainda bem!!!

O verão 2013 começa hoje, sexta-feira (21) exatamente às 06h04 horas em Portugal! Para festejar a chegada da estação da luz posto esta fotografia de Olinda enviada pelo meu amigo Charles Lins, que reside em Suíça. Enquanto isso.. na minha terra começa hoje o inverno.

Lisboa em Si - orquestra com os sons da cidade



Nesta sexta-feira (21), a cidade de Lisboa será animada por um concerto inédito de sete minutos, com início às 22h (hora exata), executado por uma "orquestra" espalhada por mais de 15 igrejas, 25 embarcações, 6 eléctricos, 2 comboios e 6 corporações de bombeiros, com a interpretação a cargo de cerca de 100 músicos.

O objetivo é explorar as possibilidades musicais do anfiteatro natural de uma cidade à beira-rio, recorrendo ao aproveitamento dos sons característicos da cidade, como os apitos de embarcações, viaturas de bombeiros e comboios, sinos de igrejas e campainhas de eléctricos. Os músicos irão interpretar uma peça original, coordenados  via rádio e espalhados pela zona ribeirinha da cidade.

Locais como os miradouros da Graça, Santa Luzia e São Pedro de Alcântara, Castelo de São Jorge, Praça Camões, Terreiro do Paço e passeio ribeirinho da Ribeira das Naus são considerados pontos de escuta “privilegiada”, no entanto, a organização assegura que o concerto será audível dentro do perímetro onde o evento vai decorrer, isto é, em toda a zona ribeirinha da cidade de Lisboa, delineada a este pela igreja de Santo Estêvão, a oeste pela igreja de Santa Catarina e a norte pelo Miradouro de São Pedro de Alcântara.


Programa: 
21:59 - Início do clique do metronomo.
22:00:36 - Chamamento conjunto (pancadas Moliére): todos os instrumentos tocam 3 notas semi-longas.
22:00:43 - Disparo de very light - embarcação Principe Perfeito
22:00:45 - Silêncio: onda 'shshshshshshsh' pela cidade.
22:01:30 - Início do concerto.
22:08:30 - Último acorde. Chamamento con
junto (pancadas Moliére): todos os instrumentos tocam 3 notas semi-longas.

Saiba mais sobre o Lisboa em Si aqui

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Serra da Estrela em destaque no Travel Channel






               



A Serra da Estrela (Portugal)  foi  destaque no programa Travel Wild do Travel Channel, o canal de televisão sobre viagens e turismo mais visto do mundo.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Viva Pernambuco em Lisboa





Com direção musical de André Rio, cantor e compositor pernambucano com 20 anos de carreira e mais de 10 anos de história em turnês pela Europa e USA, o Show Viva Pernambuco vai contar com participação de Paulinho Leite e levar para o público uma mistura de sons e ritmos genuinamente pernambucanos como o frevo, forró, caboclinho, ciranda e mangue-beat com influências da MPB e bossa nova.

Show Viva Pernambuco
10/07 - Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro
Informações: Casa do Brasil de Lisboa:Tel 213.400.000

sábado, 15 de junho de 2013

Sintra e os seus mistérios



Vegetação da Serra de Sintra
 

Por  Maria do Céu Carvalho Dias*
Fotografias: Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias


 Sintra é uma povoação sede de um concelho próximo de Lisboa e dos mais populosos de Portugal. Tem património construído de várias épocas históricas, bem como um excepcional património natural. Desde cedo entusiasmou o Homem, talvez porque Sintra está imbuída de um espírito mágico-religioso considerável. Os reis portugueses viveram e visitaram Sintra durante muitos séculos; só no século XVIII os palácios de Mafra e Queluz os fizeram esquecer esta zona, recuperada no século XIX pelo romântico Fernando II, marido de D. Maria II. Eça de Queirós colocou personagens de Os Maias a visitarem Sintra. Muitos artistas nacionais e estrangeiros ficaram emocionados e atraídos pela ambiência destas paragens. Glauber Rocha, cineasta brasileiro, morreu aos 42 anos, dizendo que Sintra era um lugar belo para morrer.
 
A Serra de Sintra transmite-nos um espírito mítico e simbólico com os monumentos megalíticos; com os nomes que lhe estão associados – Mons Sacer ou monte santo, Monte da Lua; pode-se considerar um pólo religioso da região saloia abastecedora de Lisboa, que olha o céu e vê o mar a dois passos; com a ocupação romana, de que frutificam resíduos de Villae senhoriais, enriquecidas por múltiplos espólios arqueológicos, em que se destacam São Miguel de Odrinhas; com a época muçulmana, que legou as azenhas, o linguajar, e, sobretudo, o “Castelo dos Mouros”. Esta fortificação terá sido erguida quando os árabes chegaram a Sintra (século VIII e IX) e lhe chamaram Xintara, Xentra ou Shantara.
 

Castelo dos Mouros
 Mais tarde Sintra é conquistada por D. Afonso Henriques (Século XII), recebe carta foral estabelecendo-se então o concelho de Sintra que se desenvolve cada vez mais. A propósito quero recordar lendas de “mouras encantadas”, como a da origem do local “Seteais” que é um palácio construído no século XVIII numa das extremidades da povoação e donde se abarcam panorâmicas lindíssimas, desde que não haja nevoeiro. Segundo esta lenda, após a conquista aos árabes, um dos primeiros cavaleiros cristãos a subir a serra de Xentra foi D. Mendo de Paiva que encontrou uma porta secreta por onde fugiam vários mouros. Com eles fugia também uma moura muito bonita com a sua velha aia. Quando viu o cavaleiro, a jovem suspirou. A aia pediu-lhe que não suspirasse mais. D. Mendo resolveu fazê-la prisioneira e ela voltou a suspirar. Este novo suspiro fez com que a aia contasse que a bela moura tinha sido amaldiçoada por uma feiticeira e que morreria no dia em que desse sete ais. Novo suspiro é dado pela jovem, mas como o cavaleiro não acreditou na história a moça dá outro suspiro. D. Mendo anuncia que as vai fazer prisioneiras e novo suspiro se ouve. Entretanto o cavaleiro afasta-se e surgem árabes que se preparam para levar as duas mulheres, mas antes cortam a cabeça à velha e a moura dá mais um ai (o sexto). O sétimo foi quando a jovem moura percebeu que também lhe iam cortar a cabeça. O cavaleiro cristão ficou muito desgostoso e deu àquele lugar o nome de Seteais que ainda hoje perdura.

Palácio Nacional de Sintra (Paço Real ou Palácio da Vila)
            Toda esta região está ligada a lendas de gigantes que se prendem com as origens de Portugal e que são reforçadas com a presença constante da Corte, desde o rei D. João I, no Paço Real da Vila que foi sendo remodelado ao gosto gótico, manuelino e islâmico. Muito interessante é encontrar neste paço espaços de sobrevivência islâmica como lagos, fontes e pátios ou toponímia como “Terreiro de Meca”. Lembremos a Sala dos Árabes, uma sala antiquíssima revestida de azulejos sevilhanos do século XV e uma fonte de mármore. Há também uma sala no 1º andar que nos recorda uma parte triste da História de Portugal do século XVII: um rei – D. Afonso VI – que não soube governar, foi deposto e preso até morrer aqui no Paço de Sintra.

Passemos agora ao cume da Serra de Sintra onde D. Manuel mandou erguer em 1511 o Mosteiro hieronimita de Nossa Senhora da Pena, também denominado “conventinho”. Outra vez “os ecos duma lenda antiga que nos conta que, andando D. Manuel a caçar pelo alto da serra e preocupado com novas da viagem de Vasco da Gama à Índia, avistou, de um dos picos onde existia uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Penha, a nau de Nicolau Coelho a entrar a barra do Tejo. Pela graça concedida, o rei mandou construir o Mosteiro que mais tarde muito sofrerá com o terramoto de 1755.
Palácio da Pena

“Depois, muito depois, houve um príncipe da Baviera que teve um sonho. Chamava-se D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha e casou em 1836 com a nossa rainha D. Maria II, filha de D. Pedro IV de Portugal, o Pedro I, 1º imperador do Brasil. Homem detentor de uma sensibilidade invulgar e apurado gosto, adquiriu, a expensas próprias, as ruínas do antigo cenóbio (o conventinho) e toda a mata circundante, incluindo o Castelo dos Mouros. Mandou plantar o fabuloso Parque da Pena, verdadeiro museu botânico que contém espécies das mais variadas partes do mundo. Idealiza com o arquitecto prussiano barão de Eschewege um palácio mítico-mágico, baluarte do romantismo e revivalismo do século XIX.” Os apontamentos decorativos transmitem-nos muito do espírito da época influenciado por organizações secretas e ritualistas que vêm dos Irmãos Rosa-Cruz (século XVII), ou até mesmo dos Templários e da Maçonaria. Até os jardins e as estátuas que os decoram sofreram influências destes ideários. Não esqueçamos a origem alemã e a mentalidade germânica deste rei-consorte ou rei-artista: com ele chegou a Portugal a árvore de Natal e as decorações natalícias, como abetos e romãs, que hoje tanto apreciamos. O próprio Rei se vestia de S. Nicolau (o Pai Natal) e distribuía os presentes aos seus filhos.

Chalet da Condessa d’Edla
D. Maria II morre (1853) muito nova e D. Fernando acaba por casar com a reputada cantora de origem alemã – Elisa Frederica Hensler - Condessa d’Edla depois de ter recebido o título do Príncipe Ernesto II de Saxe. Tal como D. Fernando, era amante do Parque de Sintra e colabora com ele em inovações, como a vinda de espécies botânicas da América do Norte, onde vivera. É de sua autoria a planta de um Chalet, o Chalet da Condessa d’Edla que abriu agora ao público e cujo estilo arquitectónico é curiosíssimo e em cuja decoração é usada a cortiça.

Em Sintra as quintas, os chalets e os palacetes são a moda, por isso vamos encontrar, entre outros, o Parque e Palácio de Monserrate e a Quinta da Regaleira. Monserrate recebe no fim do século XVIII a construção de um palacete ao estilo neo-gótico; mas é o segundo arrendatário - Francis Cook -  que manda construir o pavilhão  de gosto orientalizante, que hoje podemos visitar, a par dos jardins com uma variedade imensa de espécies botânicas, lagos e espaços para festejar o romantismo do século XIX e a beleza natural no século XXI.


Quinta da Regaleira
A Quinta da Regaleira foi edificada no princípio do século XX ao sabor romântico e com construções nascendo no meio duma floresta luxuriante; é o resultado dos sonhos mito-mágicos do seu proprietário António Carvalho Monteiro (o Monteiro dos Milhões) e do arquitecto italiano Luigi Manini. Aqui encontramos as variadas correntes artísticas aliadas à glorificação da história nacional influenciada pelas tradições míticas e esotéricas.

É difícil descrever este espaço. É um lugar para se sentir. É necessário visitar e conhecer a cenografia dos jardins e das edificações, percorrer o Parque exótico, sentir a espiritualidade cristã na Capela da Santíssima Trindade e descer à sua cripta. Há espaços em profusão e feitos de lendas.

Para culminar uma visita deste tipo pode-se ainda descer por uma imensa escadaria em espiral ao monumental poço iniciático invocando os cavaleiros templários ou os mestres da maçonaria, ou respirar ar puro ao mesmo tempo que se olha o horizonte.

Se estiver em Sintra à hora do lanche não deixe de comer ou comprar umas queijadas e uns travesseiros, especialidades locais.

 Fontes:
- Guiões de visitas de estudo de alunos da Escola Secundária de Sampaio, Sesimbra a Sintra. História da Arte em Portugal, volumes 5 e 10. Lisboa Manuelina (1495-1521), Instituto Português de Museus.
- Camara Municipal de Sintra:  http://www.cm-sintra.pt

           
* Maria do Céu Carvalho Dias é formada em História pela Universidade Clássica de Lisboa e junto com Miguel Nuno Carvalho Dias edita o blog Covilhã subsídios para sua história
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

TAP apresenta seus novos "amenity kits"




A TAP apresenta seus novos "amenity kits", recicláveis, colecionáveis e decorados com reproduções de obras de arte da reconhecida artista brasileira Leda Catunda, da portuguesa Paula Rego e do angolano Antônio Ole. Os estojos contêm itens de conforto feitos com materiais 100% naturais e no interior da tampa há um perfil do artista.

Aprofundar a divulgação internacional dos valores da cultura brasileira, portuguesa e africana está ajustado com a estratégia da companhia de valorizar a ligação da TAP aos países de língua oficial portuguesa